Bruna Sensêve
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Quase três mil construções irregulares no Distrito Federal foram erradicadas em 2011, segundo a Secretaria de Ordem Pública e Social do Distrito Federal (Seops). A época de festas de fim de ano e férias, no entanto, pode ser mais tentadora para aqueles que acreditam na diminuição da fiscalização. Algumas regiões administrativas ainda precisam da fiscalização ostensiva, especialmente pela proximidade da regularização e por serem consideradas atrativas à grilagem. O órgão aposta no departamento de inteligência para aprimorar os serviços e promete aumento do efetivo de agentes.
“Mesmo tendo construído nesse momento, em que diminuíram as operações de derrubada, elas podem ocorrer a qualquer momento. As pessoas que estão construindo ou construíram estão passíveis de serem intimadas a demolirem suas casas”, informa o diretor de Operações da Subsecretaria de Defesa do Solo e da Água (Sudesa) da Seops, tenente-coronel Nonato. Ele afirma que pode diminuir o quantitativo de operações de erradicação, mas a fiscalização até aumenta em determinados pontos.
O período de maior cuidado é o que antecede à legalização da cidade. “Quando recebem a notícia da regularização do terreno, as pessoas tendem a ocupar irregularmente o local. Marcamos diversas operações para o início desse ano, especialmente para o condomínio Sol Nascente, por conta das notícias de regularização”, informa Nonato.
Arniqueiras teve ações de derrubada intensas no início do ano. A região também é uma área de ocupação irregular, próxima a Águas Claras. Junto às últimas duas remoções ocorridas ontem, o local soma 20 operações em menos de dez dias. Segundo o diretor de Operações, isso ocorre porque uma liminar impediu o cumprimento das operações de demolição entre os meses de setembro a dezembro, permanecendo apenas o trabalho de vigilância e notificação.
As ações foram reiniciadas no fim do mês de dezembro, o que resultou em um grande número de derrubadas. Esta, no entanto, é a quarta fase de operações no setor. As atividades do Grupo Emergencial de Combate a Ocupações Irregulares (Gecoi), que trabalha exclusivamente na região de Arniqueiras, começaram no dia 16 de fevereiro. No total, são mais de 200 edificações erradicadas até hoje.
O setor não é o único que prossegue com as construções, mesmo com proibição legal. Reportagem do Jornal de Brasília, publicada em 31 de dezembro de 2011, também mostrou que Vicente Pires tornou-se um canteiro de obras no último mês. Prédios, casas e estabelecimentos comerciais são erguidos sem qualquer impedimento. O principal ponto está na Rua 3.
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