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Brasília

A cada 60 minutos, quatro motoristas do DF são multados por trafegar no acostamento

Arquivo Geral

25/06/2012 7h00

Camilla Sanches
camilla.sanches@jornaldebrasilia.com.br

 

Circular de carro pelas vias de Brasília está cada vez mais complicado. A frota de veículos cresce de forma descontrolada e, nos horários de pico, esse volume atrapalha ainda mais o trajeto do brasiliense. Uma alternativa ilegal  tem sido utilizada por muitos motoristas do DF: o tráfego pelos acostamentos. Nos três primeiros meses do ano, o número de multas desta natureza cresceu seis vezes, em comparação ao mesmo período do ano passado. São quatro por hora.

Dados do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) apontam que, no primeiro trimestre do ano passado, 1.539 multas foram aplicadas a condutores que transitavam pelo acostamento. Este número saltou para 9.233, entre janeiro e março deste ano. Número considerado alto pelo tenente coronel Francisco Feitosa, comandante do 1º Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran). Ainda assim, ele acredita que a quantidade registrada está muito longe da realidade.

“As autuações  dependem da atuação do policiamento de trânsito. Portanto, este número deve ser muito maior, pois não conseguimos fiscalizar todos os motoristas que estão infringindo a lei”, observa. O tenente-coronel ressalta que, apesar da atuação preventiva e das campanhas educativas, os condutores insistem em desobedecer o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

PENALIDADE

 

A multa para quem dirige no acostamento é de R$ 574,26 e são sete pontos na carteira. “Além de ser infração gravíssima, trafegar nesses locais é uma fraude. O motorista está fraudando o convívio social, desrespeitando os demais condutores e assumindo a responsabilidade de causar um acidente”, alerta Feitosa. “Se a via está congestionada, tem que aguardar a vez dele. É simples. Não tem outra alternativa”, ensina.

 

O autônomo Jhonatan de Mello, 25 anos, se revolta com quem tenta burlar as normas de trânsito. Ele mora na Candangolândia  e conta que nunca usou deste método para escapar dos engarrafamentos. “Quando você vai pelo acostamento, além de piorar o tráfego e desrespeitar quem está na fila, acaba causando mais acidentes. Se todos continuassem na via correta, não aconteceriam tantos transtornos”, considera.

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