Uma pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal avaliou que os lojistas do DF vão contratar até 3,7 mil trabalhadores temporários para atender ao aumento das vendas no fim de ano. A expectativa é menor que o número de contratados no ano passado, quando foram preenchidas cerca de 6,2 mil.
Segundo o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, houve uma queda na expectativa dos comerciantes em relação ao ano passado, mas ele também apontou que ao longo do ano o desempenho do comércio foi bom, o que contribuiu para queda no desemprego no Distrito Federal. “Por isso, pode ter havido uma antecipação de contratação dessas vagas temporárias, ou os empresários estão mais cautelosos com os rumos da economia. Vamos aguardar o resultado do pós-vendas e ver se a expectativa será novamente superada, como ocorreu em 2023”.
Aparecido recordou que a expectativa para a contratação temporária em 2023, foi de um pouco mais de quatro mil. “Esse ano a estimativa está bem próxima do número di ano passado, mas a gente espera que esses números de contratação sejam maiores, porque hoje em função da taxa selic estar muito alta, o dólar está dando essa disparada, o que coincidiu com o período que a gente estava fazendo a pesquisa”. Para ele, o cenário econômico atual deixou o empresário um pouco retraído.
Contratações já estão começando
Ane Alves, 40 anos, já tem experiência como vendedora em vários segmentos, e aproveitou a oportunidade da vaga temporária na loja de sapatos Eleni Costa, para se candidatar. “Eu gosto do que eu faço e como é final do ano, todo mundo sabe que as vendas aumentam, que melhora o salário, melhora tudo e o movimento do shopping aumenta, o que é bom para quem tem experiência e é isso que eu estou buscando”, comentou.
A vendedora já está acostumada com o fluxo grande que o comércio recebe devido a Black Friday, Natal e Ano novo e está nesta vaga provisória há um mês. “Tem que ter muita agilidade e muita rapidez para vender, além de conhecer bem o produto que estamos vendendo. Não é qualquer um que consegue chegar aqui e vender”.
A estudante Ana Luísa Goulart, tem somente 15 anos e já está em busca da independência financeira. Ela também foi contratada para uma das vagas temporárias da loja de calçados Eleni Costa para poder juntar dinheiro para viajar, trocar o celular e fazer outras coisas que quiser. “Eu quero poder comprar minhas coisas sem ter que ficar pedindo para minha mãe, por exemplo. Eu preferi trabalhar para conquistar o que é meu”.
No final de ano com as férias, foi mais tranquilo para a estudante poder arranjar o emprego, sem que isso atrapalhasse os estudos. “Minha mãe se preocupou com isso, a princípio. Mas ela sabe que eu consigo conciliar os dois”. Com quase um mês na vaga, Ana trabalha com as vendas on-line e grava os vídeos do estabelecimento.
Eleni Costa, proprietária da loja de calçados que fica no JK Shopping, conta que como as datas comerciais de fim de ano são muito movimentadas, ainda está com outra vaga temporária que precisa ser preenchida. “Dezembro está vindo e é o melhor mês do ano para nós comerciantes, na loja sempre procuro formar uma equipe bem legal para poder dar conta de tudo”. A empresária procura um perfil de vendedora que entenda de calçados e bolsas, que as de bem com o público e que tenha expertise. “E sem timidez, porque essa área de vendas precisa ter uma humanização e uma comunicação melhor com o cliente. Tem que ter alto astral, a energia boa e estar feliz, porque quanto mais feliz mais a gente vende”.
Augusto de Santa Cruz, é proprietário de uma loja de roupas chamada Lauren B. Ele está em período de entrevistas para contratação temporária na loja. “Estou procurando uma pessoa que tenha proatividade e que gere conversão de vendas”, contou.
Para Augusto, é difícil encontrar pessoas para preencher a vaga porque ele notou que muita gente está despreparada. “É para o final de ano não dá para treinar o funcionário, porque fica muito corrido, mas ao longo do ano dá para fazer algo do tipo”. Entretanto, no momento a procura pelo profissional que vai preencher a vaga na loja ainda segue já que a demanda de final de ano só tende a aumentar a partir de novembro.
Demanda alta
Entre os setores com maior demanda nesta temporada festiva, os destaques são os bares, restaurantes e lanchonetes, cabelereiros, papelarias e livrarias e suprimento de informática, com uma média de 4 trabalhadores temporários por estabelecimento. Aparecido frisa que esses setores têm que contratar mais funcionários para o final de ano pelo fluxo ser maior. “Tanto que esses setores têm um registro acima da média geral em relação ao número de pessoas contratadas por estabelecimento”.
A intenção de efetivar funcionários temporários após as festas de fim de ano é alta. Segundo o estudo, 93,8% dos lojistas estão esperando renovar os contratos provisórios.
Além disso, a análise da série história apontou que 2024 se destaca como o segundo ano com maior expectativa de contratações temporárias, com 44,3% dos lojistas indicando intenção de realizar processos seletivos. Nos segmentos com maior volume de vendas durante o feriado, como calçados, cama, mesa e banho e cosméticos, o índice sobe para 53,6%.
O período de contratação temporária começou, mas segundo a pesquisa a maioria dos empresários pretende iniciar oficialmente as contratações na segunda quinzena de novembro (39,2%), enquanto outros 24,43% planejam começar na primeira quinzena do mês. Na sequência, 17,61% das intenções de contratação se concentram nos primeiros 15 dias de dezembro.
Perfil desejado para as vagas
A pesquisa também coletou dados sobre o que os empresários buscam na hora da contratação e os principais pré-requisitos incluem flexibilidade de horário (25,2%), comportamento proativo (22,3%) e experiência prévia (20,1%). Além disso, os lojistas também procuram características comportamentais, como responsabilidade, cordialidade e assiduidade.
Serviço
Loja Eleni Costa Calçados @lojaelenicosta
Loja Lauren B @lojalaurenb