O jogo Brasil x Noruega nos trouxe alguns ensinamentos. Enquanto a gente tirava onda da vitória imaginária e antecipada, a postura do time norueguês era de confiança, respeito e humildade.
Saber respeitar seja qual for o adversário é um bom começo. Trata-se de maturidade, humildade e respeito.
Antes da partida nas oitavas de final, uma enxurrada de memes circulou no Brasil e no mundo sobre o Haaland sendo fragilizado diante do atacante do Brasil, Vini Júnior. Nós o apelidamos de loira do tchan, Xuxa, as branquelas, besta fera, psicopata… Enquanto isso, a reação do artilheiro era levar tudo na esportiva e com imenso respeito à seleção brasileira. E mesmo após vencer o Brasil por 2×1, revelou em exclusiva que estava vivendo o auge de sua carreira, que era loucura acreditar que tinha vencido o Brasil, que seria um grande desafio e que, por isso, essa vitória significava muito para os noruegueses.
“Eu quase não consigo acreditar, é quase uma loucura. Acredito que será o meu auge. Nós temos muito respeito pela seleção brasileira, é surreal, absolutamente uma loucura. Nós estamos mudando o futebol da Noruega. É inacreditável. Estou com muito orgulho do meu país e de todos na seleção”, disse Braut Haaland. Além disso, o craque chegou a publicar em rede social: “Vale a pena a espera de 28 anos”. Há 28 anos a Noruega não participava da Copa do Mundo. Uma postura serena e equilibrada.
O técnico norueguês, quando questionado, disse que a autoconfiança foi decisiva num jogo difícil como esse. Falou também que a cultura e a unidade da equipe norueguesa foram cruciais para a vitória.
Ståle Solbakken encerra a coletiva afirmando que a Noruega teve uma vitória histórica e que, por isso, todos estavam orgulhosos do que fizeram no domingo.
Autocontrole: diante da pressão de uma seleção de peso como a brasileira, além da opressão da torcida tentando impactar a mente do principal jogador, souberam levar na esportiva e conduzir o jogo com leveza, sem a preocupação de ganhar a qualquer custo.
Humildade: mesmo diante das provocações, mantiveram respeito pela seleção brasileira e demonstraram surpresa genuína com o resultado.
Cultura: eles possuem uma forte cultura, o que fortalece o vínculo relacional.
Unidade: presenciamos uma equipe fortemente unida.
Confiança: muita confiança e precisão em agir e gastar energia na hora certa.
Respeito: os jogadores respeitaram muito o desempenho atual e a história do Brasil.
Desta vez, aprendemos com os europeus a ter mais leveza nas competições, a encarar o adversário não como um Golias que precisa morrer, mas como um rival de jogo de futebol: que vença melhor, e está tudo bem se vier a derrota, afinal, futebol é assim, um dia se ganha e outro se perde. Encarar com mais maturidade, racionalidade e menos emocionalidade.