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Professor M.

Inovações Horizontais (X) e Verticais (Y)

As inovações Verticais (Y) de mono produtos-serviços integradas às inovações Horizontais (X) de múltiplos produtos-serviços é o mundo ideal.

Prof. Manfrim

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As organizações sempre ponderam sobre qual tipo de inovação seguir, as inovações em mono produtos-serviços, as do tipo Verticais (Y), ou partir para as inovações Horizontais (X), de múltiplos produtos-serviços.

De antemão, já podemos afirmar que é uma dúvida inócua, ineficiente e inútil, considerando que qualquer inovação é positiva e necessária, tanto nos produtos-serviços atuais ou em novos.

Talvez exista justificativa de dúvida se a perspectiva for sobre estratégia de mercado e de investimento de recursos organizacionais na ótica da relação do retorno esperado com a inovação.

As argumentações e o modelo apresentado no artigo “O Valor Presente do Futuro da Inovação”, sobre essa visão de retorno do investimento e de determinar o valor presente do futuro de uma inovação, trouxe uma luz para essa discussão.

Antes de mais nada, esse debate sobre inovação nas organizações é bastante benéfico ao provocar as pessoas a pensarem em como mudar o status quo, a instigar alterações no ambiente organizacional, rever o posicionamento de mercado e suscitar questionamentos sobre o modelo de negócio atual.

Afinal, o que são Inovações Horizontais (X) e Verticais (Y)?

Inovações Verticais (Y) são as evoluções, melhorias, avanços, progressos ou novidades que acontecem em ambientes e situações de ‘mono produtos-serviços’.

Inovações Horizontais (X) são as evoluções, melhorias, avanços, progressos ou novidades que acontecem em ambientes e situações de ‘múltiplos produtos-serviços’.

Inovações Verticais, o Eixo Y

Imaginemos um modelo de negócio baseado na comercialização de apenas um produto elementar, um componente básico e central, por exemplo ‘ovo’. Isso mesmo, uma Omeleteria!

Definitivamente isso, um negócio baseado em um produto-elemento principal da qual deriva todo o portfólio de ofertas aos clientes e consumidores e de onde origina toda a receita da organização.

É desafiador para o empreendedor ter apenas um produto-elemento básico para inovar e buscar evoluções, melhorias, avanços, progressos ou novidades que consigam manter a fidelidade do cliente e a longevidade do negócio.

Esse é um aspecto instigante para qualquer inovador, e um certo pesadelo para os defensores da diversificação de produtos-serviços, da desconcentração de receitas e da conquista de novos mercados.

Como disse Albert Einstein, “No meio da dificuldade encontra-se a oportunidade”, e Winston Churchill, “O pessimista vê dificuldade em cada oportunidade; o otimista vê oportunidade em cada dificuldade”.

Essas frases sintetizam bem o espírito dos negócios de mono produtos-serviços, a provocação diária em inovar e o estímulo constante de surpreender os clientes.

Outro aspecto a ser considerado é utilizar a Inovação Vertical (Y) como estratégia de extensão do Ciclo de Vida dos Produtos (CVP), maximizando o período de receita e redução proporcional do retorno do investimento. Inclui-se também os serviços nessa perspectiva.

Podemos considerar algumas vantagens da Inovação Vertical (Y):

Foco que permite especialização

Redução de fornecedores

Utilização de matriz única/restrita de produção

Redução de custos

Operação otimizada

Por outro lado, apresentam alguns riscos:

Receita restrita em um único produto-elemento básico

Mercado limitado e inelástico (elasticidade de mercado)

Limitação da diversificação

Inovações Horizontais, o Eixo X

Sob um ponto de vista reverso, as Inovações Horizontais (X) estão relacionadas a inovar em/com múltiplos produtos-serviços, considerando a diversificação como objetivo essencial.

A base dessa estratégia é a desconcentração de receitas, a criação de novos produtos-serviços ou alteração dos atuais, a conquista de novos mercados e a satisfação e fidelização dos clientes pela diversificação.

Segundo Ansoff (1958), diversificação consiste na “[…] penetração em novos mercados e o esforço para aumentar as vendas da empresa”. De acordo com Pitts e Hopkins (1982), diversificação é a “[…] extensão pela qual as empresas operam em uma ou mais áreas de negócios simultaneamente”.

Ramanujam e Varadarajan (1989) consideram diversificação “[…] a entrada de uma empresa ou unidade de negócios em direção a novas linhas de atividades”. Trata-se de uma estratégia de adicionar novos negócios por meio de novos produtos-serviços ou alteração dos atuais.

Vejamos algumas vantagens da Inovação Horizontal (X):

Vantagem competitiva

Cultura inovativa-diversificativa

Aproveitamento de novas oportunidades de negócios

Diversificação da receita

Diluição em investimentos múltiplos

Logo, apresentam alguns riscos:

Alto investimento de recursos (financeiro, pessoas e tecnologia)

Requer profissionais diferenciados

Miopia pela alta diversificação

Relação com os clientes desfocada

 

 

Inovações Horizontais (X) e Verticais (Y)

O Eixo Y representa o movimento das inovações verticais – mono produtos-serviços, e o Eixo X caracteriza a mobilidade das inovações horizontais – múltiplos serviços-produtos.

Certamente essas duas visões instigam dúvidas de qual inovação adotar ou, qual das abordagens é a mais eficaz aos negócios. Na dúvida, use as duas; na medida do possível e de acordo com o seu negócio.

Definitivamente, utilize a perspectiva de Inovações Horizontais (X) e Verticais (Y) na sua organização. Se apodere dos benefícios das duas e amenize as desvantagens citadas com o aprendizado proporcionado pelo próprio processo de inovar.

Nesse sentido, as direções vertical e horizontal correspondem às evoluções, melhorias, avanços, progressos ou novidades que acontecem quando a organização inova.

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ANSOFF, H I. A model for diversification Management Science, v. 4, n. 4,
p. 392, Jul. 1958.

GRZEBIELUCKAS, C.; MARCON, R.; BANDEIRA-DE-MELLO, R.; ALBERTON, A.
Estratégia de Diversificação: Conceitos, Motivos e Medidas. In:
ENCONTRO DE ESTUDOS EM ESTRATÉGIA, 3., 2007, São Paulo: ANPAD, 2007.

PITTS, Robert A.; HOPKINS, H. Donald. Firm diversity:
conceptualization and measurement. The Academy of Management Review,
v. 7, n. 4, p. 620-629, Oct. 1982.

RAMANUJAM, Vasudevan; VARADARAJAN P. Research on corporate diversification:
a synthesis. Strategic Management Journal, v. 10, n. 6, p. 523-551,
Nov./ Dec. 1989.

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Prof. Manfrim, L. R.

Compulsivo em Administração (Bacharel). Obcecado em Gestão de Negócios (Especialização). Fanático em Gestão Estratégica (Mestrado). Consultor pertinente, Professor apaixonado, Inovador resiliente e Empreendedor maker.

Explorador de skills em Gestão de Projetos, Pessoas e Educacional, Marketing, Visão Sistêmica, Holística e Conectiva, Inteligência Competitiva, Design de Negócios, Criatividade, Inovação e Empreendedorismo.

Navegador atual nos mares do Banco do Brasil, UDF/Cruzeiro do Sul e Jornal de Brasília. Já cruzou os oceanos do IMESB-SP, Nossa Caixa Nosso Banco (NCNB) e Cia Paulista de Força e Luz (CPFL).

Freelance em atividades com a Microlins SP, Sebrae DF e GDF – Governo do Distrito Federal.

Contato para palestras, conferências, eventos, mentorias e avaliação de pitchs: professor.manfrim@gmail.com.

Linkedin – Prof. Manfrim

Currículo Lattes – Prof. Manfrim

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