Professor M.

Inovações Transversais nas organizações

As Inovações Transversais compreendem a interseção de Inovações Verticais (mono produtos-serviços) e Inovações Horizontais (múltiplos produtos-serviços).

Por Prof. Manfrim 29/03/2020 3h40
The Mars 2020 Rover is seen in the spacecraft assembly area clean room, December 27, 2019 during a media tour at NASA’s Jet Propulsion Laboratory in Pasadena, California. – The Mars 2020 rover, which will take off in a few months to the Red Planet, will not only search for possible traces of past life, it will also serve as a “precursor to a human mission to Mars,” NASA scientists said December 27, 2019, when presenting the spacecraft to the press. The Martian robot made its first turns of wheel last week in the large sterile room of the Jet Propulsion Laboratory (JPL) in Pasadena, near Los Angeles, where it was born. It is scheduled to leave Earth in July 2020 from Cape Canaveral (Florida) and land on Mars in February 2021. (Photo by Robyn Beck / AFP)

As inovações em diversos casos surgem não apenas dos movimentos Horizontais (X) e Verticais (Y), mas também, da convergência desses dois movimentos inovativos em mono e múltiplos produtos-serviços, da interseção dessas duas iniciativas organizacionais.

Relembrando os conceitos do artigo ‘Inovações Horizontais (X) e Verticais (Y)’:

– Inovações Verticais (Y) são as evoluções, melhorias, avanços, progressos ou novidades que acontecem em ambientes e situações de ‘mono produtos-serviços’.

– Inovações Horizontais (X) são as evoluções, melhorias, avanços, progressos ou novidades que acontecem em ambientes e situações de ‘múltiplos produtos-serviços’.

Invariavelmente essas duas visões estimulam reflexões sobre qual das duas inovações adotar ou, qual das abordagens é a mais efetiva aos negócios. Na dúvida, use as duas, de acordo com o seu negócio e seu ambiente organizacional.

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Definitivamente, utilize a perspectiva de Inovações Horizontais (X) e Verticais (Y) na empresa e nos seus negócios. Se apodere dos benefícios das duas abordagens e amenize as dificuldades com o aprendizado proporcionado pelo próprio processo de inovar.

E, quando conseguimos ações e movimentos de inovação nos sentidos vertical e horizontal integrados, é previsível que os dois aspectos de mono e múltiplos produtos-serviços se encontrem em algum momento no tempo.

E, desse encontro, surgem inovações híbridas, cruzadas, heterogêneas e combinadas que podem se transformar em produtos-serviços únicos, singulares, sui generis ou particulares.

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Inovação Incremental, Radical e Disruptiva

As direções vertical e horizontal das inovações correspondem às evoluções, melhorias, avanços, progressos ou novidades que acontecem quando a organização inova, em mono ou múltiplos serviços-produtos.

Outro ponto de vista importante, está relacionada ao tipo de inovação que poderá ser gerada por essas duas abordagens. Estamos falando dos três conceitos básicos de inovação: incremental, radical e disruptiva.

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São consideradas Inovações Incrementais “[…] novas ofertas atuais de produtos ou extensões lógicas e relativamente menores aos processos existentes” (MACDERMTT, 2002). “São aquelas que contém um baixo nível de novos conhecimentos que são incorporados nos produtos ou serviços” (DEWAR & DUTTON, 1986).

Esse tipo de inovação “[…] envolve poucos desenvolvimentos e melhoramentos” (NORMAN & VERGANTI, 2014).

As Inovações Radicais, de acordo com Dahlin e Behrens (2005), podem ser identificadas por três critérios:

– Precisa ser diferente de invenções anteriores.

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– Precisa ser diferente das invenções atuais.

– Ela precisa influenciar o conteúdo de futuras invenções.

“Inovações radicais geram resultados consistentes de desempenho mais positivos do que aqueles das inovações incrementais” (RUBERA & KIRCA, 2012). Essas inovações “[…] envolvem grandes mudanças ou um alto grau de novidades” (NORMAN & VERGANTI, 2014).

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As Inovações Disruptivas dão “[…] origem a novos mercados e modelos de negócio, apresentando soluções mais eficientes do que as existentes até o momento, ocasiona a ruptura

Elas “[…] criam um completo novo mercado através da introdução de um novo produto ou serviço” (Christensen & Overdorf, 2000, p. 6). É conhecida também coma a “Destruição Criadora”, segundo Joseph Schumpeter (1934), onde os negócios antigos podem sucumbir a essas inovações.

Para Charitou e Markides (2003), Inovações Disruptivas “[…] são aquelas que, diferentemente das formas tradicionais, trazem ou enfatizam atributos não explorados do produto ou serviço” atual.

Inovações Transversais

As Inovações Transversais correspondem à interseção do Eixo Y, representado pelo movimento das inovações verticais – mono produtos-serviços, e do Eixo X, caracterizado pela mobilidade das inovações horizontais – múltiplos serviços-produtos.

Podemos vislumbrar e inferir que as inovações radicais e disruptivas ocorrem na interseção entre os dois eixos, em um sentido tangente dos movimentos inovativos; a transversalidade das inovações ou, a combinação entre os dois tipos de inovação.

Esse momento de convergência e confluência das inovações verticais e horizontais é um ambiente bastante propício para o nascedouro de produtos-serviços disruptivos, que podem se diferenciar dos existentes.

A Inovação Transversal também tem o poder e a capacidade de extinguir, eliminar, exterminar ou desfazer produtos-serviços, negócios e mercados existentes, criando um novo conceito e contexto mercadológico.

 

Assim, ‘sair pela tangente’ nas Inovações Transversais não tem o significado de esquivar-se, desviar-se ou eximir-se, mas sim de direcionar-se ao ponto extremo de inovar.

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DE OLIVEIRA, Fabrício Augusto. Schumpeter: a destruição criativa e a economia
em movimento. 2014.

MATOS, Maria Carolina Machado de. Estudos de futuros e a geração de conceitos
de inovação no ensino superior
: processos e aplicações. Tese de Doutorado.
Universidade de São Paulo.

RODRIGUES, LEONEL CEZAR; CIUPAK, CLÉBIA; RISCAROLLI, VALERIA. Inovação digital
disruptiva
: um conceito paradoxal à teoria da inovação disruptiva. Anais do Simpósio
internacional de Gestão de Projetos, Inovação e Sustentabilidade. São Paulo, SP,
Brasil, v. 6, 2017.

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Prof. Manfrim, L. R.

Compulsivo em Administração (Bacharel). Obcecado em Gestão de Negócios (Especialização). Fanático em Gestão Estratégica (Mestrado). Consultor pertinente, Professor apaixonado, Inovador resiliente e Empreendedor maker.

Explorador de skills em Gestão de Projetos, Pessoas e Educacional, Marketing, Visão Sistêmica, Holística e Conectiva, Inteligência Competitiva, Design de Negócios, Criatividade, Inovação e Empreendedorismo.

Navegador atual nos mares do Banco do Brasil, UDF/Cruzeiro do Sul e Jornal de Brasília. Já cruzou os oceanos do IMESB-SP, Nossa Caixa Nosso Banco (NCNB) e Cia Paulista de Força e Luz (CPFL).

Freelance em atividades com a Microlins SP, Sebrae DF e GDF – Governo do Distrito Federal.

Contato para palestras, conferências, eventos, mentorias e avaliação de pitchs: [email protected]

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