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Professor M.

As Empresas, o Cisne Negro e o Peru Natalino

As empresas não estavam preparadas para o surgimento do Cisne Negro, muito menos para o dia do Peru Natalino em seus negócios.

Prof. Manfrim

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Por se julgar improvável, a existência do Cisne Negro era considerada impossível, inconcebível e inacreditável pelos Europeus. Mas, a descoberta do continente australiano por exploradores holandeses em 1606 começou a mudar essa visão.

Em 1697 houve o primeiro avistamento por europeus do Cisne Negro na Austrália, algo até então impensável para muitos na Europa, o habitat natural dos Cisnes Brancos. Por outro lado, os aborígenes australianos, que conviviam com os Cisnes Negros a séculos, não conheciam os cisnes europeus.

No ano de 2007 o ensaísta e pesquisador libanês radicado nos EUA, Nassim Taleb, publicou um livro com o mesmo nome, um paralelismo a eventos incomuns e difíceis de ocorrer, que afetam profundamente organizações, mercados, clientes e consumidores.

Nesse sentido, o surgimento da pandemia 2019/2020 pode ser considerado um evento do tipo “Cisne Negro”, até previsível por muitos pesquisadores, estudiosos e cientistas, mas de difícil predição dos impactos que estamos vivenciando.

Normalmente, são acontecimentos onde as organizações, em sua maioria esmagadora, não conseguem se precaver dos impactos desses eventos, mitigar as consequências adjacentes e marginais a eles, tampouco os efeitos e as probabilidades de transformação dos negócios, da sociedade e das pessoas.

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O Cisne Negro e o Peru Natalino nas Organizações

Analogamente, uma boa parte dos Perus encontra o seu “Cisne Negro” em um momento de sua existência. Sim, nas fatídicas semanas que antecedem o dia de Natal, as festas natalinas.

Imaginemos que desde o seu nascimento, um Peru tenha sido cuidado por dias e meses, em uma vida de fartura e bonança. Sempre à sua disposição água, comida, descanso e tranquilidade. Dividia seu espaço com outros brothers em um ambiente sem estresses.

Eis que chega o infeliz acontecimento, o dia do “Peru Natalino” nas festas de final de ano, o trágico e funesto momento de partir dessa vida para outra dimensão, neste caso, as panelas e fornos mundo afora.

Em suma, o Peru Natalino é uma metáfora para ilustrar, com uma ironia mordaz, de que forma o mundo em que conhecemos pode mudar drasticamente, de como as condições mercadológicas, econômicas e sociais podem se alterar radicalmente.

Quantas organizações navegavam em oceanos conhecidos com passageiros familiares, em mercados e negócios habituais, com clientes e consumidores costumeiros e usuais, com frequentes ventos favoráveis e algumas tormentas vindas da economia, política e mercado, como exemplos.

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Afinal, qual organização estava preparada para o seu dia de ‘Peru Natalino’? Qual empresa estava preparada para o pouso do ‘Cisne Negro’ em seus negócios?

No artigo ‘O Cisne Negro das Organizações’ realizamos algumas reflexões sobre o momento atual e alguns aspectos a serrem considerados no futuro.

O novo “novo”!?!?

Portanto, viveremos realmente um novo ‘novo’ nos negócios? Ou, revisitaremos o passado e o presente para idealizar mais um novo ‘novo’ mercadológico?

A história nos mostra que frequentemente os seres humanos mudam e alteram o status quo, criaram novos paradigmas, novos modelos e novos padrões econômicos, sociais, culturais, tecnológicos e ambientais. Faz parte da natureza humana buscar o novo, escrever uma nova história a cada dia.

Definitivamente, nesses momentos, fico com o célebre pensamento “As perguntas são mais importantes do que as respostas”, dos ilustres personagens Voltaire, Peter Drucker, Brian Chesky e Joe Gebbia.

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Peter Drucker dizia que “[…] o trabalho mais importante e mais difícil não é encontrar a resposta correta, mas fazer a pergunta certa”. O Professor Hal Gregersen diz que as “[…] perguntas são as chaves que abrem portas em nossas vidas e trabalho”.

Dessa forma, vamos refletir sobre algumas perguntas importantes que poderão nortear a construção desse novo ‘novo’:

  • Quais serão os fatores?
  • Quais serão os padrões?
  • Quais serão as tendências?
  • Quais serão os panoramas?
  • Quais serão as perspectivas?
  • Quais serão os comportamentos?
  • Quais serão as propostas de valor?
  • Quais serão os novos aprendizados?
  • Quais serão os hábitos de consumo?
  • Quais serão as regras mercadológicas?
  • Quais serão os níveis de lucratividade?
  • Quase serão os obstáculos empresariais?
  • Quais serão os propósitos organizacionais?

Atualmente, temos mais interrogações que exclamações, mais dúvidas que certezas, mais lições a aprender do que matérias a ensinar.

Em síntese, como poetizou Gonzaguinha, vamos vocalizando… “Cantar e cantar e cantar, a beleza de ser um eterno aprendiz.”

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Prof. Manfrim, Luiz R.

Compulsivo em Administração (Bacharel). Obcecado em Gestão de Negócios (Especialização). Fanático em Gestão Estratégica (Mestrado). Consultor pertinente, Professor apaixonado, Inovador resiliente e Empreendedor maker.

Explorador de skills em Gestão de Projetos, Pessoas e Educacional, Marketing, Visão Sistêmica, Holística e Conectiva, Inteligência Competitiva, Design de Negócios, Criatividade, Inovação e Empreendedorismo.

Navegador atual nos mares do Banco do Brasil, UDF/Cruzeiro do Sul e Jornal de Brasília. Já cruzou os oceanos do IMESB-SP, Nossa Caixa Nosso Banco (NCNB) e Cia Paulista de Força e Luz (CPFL).

Freelance em atividades com a Microlins SP, Sebrae DF e GDF – Governo do Distrito Federal.

Contato para palestras, conferências, eventos, mentorias e avaliação de pitchs: professor.manfrim@gmail.com.

Linkedin – Prof. Manfrim

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