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Influenciadores diversificam para aumentar faturamento

Curso online é a bola da vez

Por Danilo Strano 29/06/2022 3h47
Carlinhos Maia. Foto: Divulgação

Com números gigantescos de seguidores e audiência, os influenciadores digitais se consolidaram como uma vitrine para os mais diversos lançamentos de produtos e serviços. Por isso, na última década dificilmente algum grande lançamento foi realizado no mercado brasileiro sem a utilização do marketing de influência como estratégia. Agora vivemos um momento novo, onde essas celebridades querem não só anunciar sobre terceiros, mas também ter seus próprios negócios para comercializar.

Em 2010 as primeiras ações de marcas com influenciadores começaram a ser executadas no Brasil. Desde então, esse mercado tem crescido de forma considerável. No início, apenas grandes marcas como Coca-Cola e Nike utilizavam dessa estratégia, mas com o surgimento de influenciadores de todos tamanhos e assuntos, o investimento também ficou mais democrático. Hoje, até a padaria da esquina aproveita da celebridade do bairro para anunciar seus produtos.

Com essa ascensão, o mercado editorial percebeu que poderia lançar livros sobre a vida dos influenciadores e os temas abordados por eles, assim aproveitando esse movimento para comercializar para os públicos mais jovens. Hoje dificilmente a lista dos 10 livros mais vendidos não terá celebridades digitais entre os primeiros. E nesse movimento que os influenciadores perceberam o potencial que eles teriam não só para anunciar marcas consolidadas, mas também para anunciar sua própria marca.

Muitos foram os caminhos. Temos como exemplos Carlinhos Maia que lançou um banco digital; Luccas Neto, que possui linha de brinquedos infantis, e Bianca Andrade, com sua própria marca de beleza. Cito os nomes mais conhecidos, mas poderia falar de milhares de casos que também tiveram sucesso vendendo roupas, alimentos, viagens etc. Mas os queridinhos da vez, pelo baixo orçamento necessário para produzir e pela facilidade de se comercializar, são os cursos online.

Influenciadores com milhões de seguidores lançam cursos mensais faturando alto com isso, e não só os grandes nomes aproveitam desse momento. Os que tem seguidores nichados, pelo assunto abordado em seus canais, também tem se destacado com seus lançamentos. Eles variam desde os temas mais consolidados, como investimentos e marketing, a assuntos variados, como diminuir o medo de voar de avião, técnicas de sedução e tutoriais para produzir cerveja artesanal.

Existem plataformas que facilitam a comercialização desse curso, fazendo a cobrança e a transmissão. Assim, o influenciador fica responsável apenas por preparar o assunto, ligar a câmera e falar para seus seguidores/alunos. Querendo ou não, os influenciadores são empresários, pois precisam gerir seus canais não só para produção de conteúdo, mas também para fazer isso de uma forma rentável. E como empresários, vão sempre diversificar para aumentar o faturamento.

A bola da vez é lançar cursos online. Vamos observar quanto tempo durará.

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Danilo Strano é cientista político especialista em marketing de influência








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