Jornal de Brasília

Informação e Opinião

Blogs e Colunas

100 dias de governo tem marca social e desafios econômicos

Se por um lado a pauta social caminhou com tranquilidade, por outro, a economia ainda patina

Por Danilo Strano 10/04/2023 10h33
Foto: Divulgação

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega à marca dos 100 dias nesta segunda-feira (10/4) e, em reunião ministerial, vai apresentar o balanço deste início de mandato. Para celebrar, o governo compartilhou um vídeo institucional com o slogan: “O Brasil voltou”.

Entre a volta de programas sociais e o desafio para formar uma base no Congresso e aprovar um novo arcabouço fiscal, o governo tenta mostrar força e apoio popular. As principais promessas de campanha do petista remetiam à retomada de ações sociais dos seus primeiros mandatos. Nesse sentido, Lula cumpriu a expectativa e retomou os programas Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), Minha Casa Minha Vida, Mais Médicos e Luz Para Todos, entre outros. Com ministros alinhados com o discurso presidencial na área social e sem uma resistência de deputados e senadores, rapidamente houve avanço.

Se por um lado a pauta social caminhou com tranquilidade, por outro, a economia ainda patina. Com a taxa básica de juros em 13,75% e o desemprego em quase 8%, a recuperação nacional certamente vai ser mais demorada do que o governo gostaria. Para tentar equilibrar promessas de campanha, é preciso aprovar o novo arcabouço fiscal para regular as contas públicas, projeto que ainda não houve defesa no Congressoe tampouco abertura de discussão para a sociedade.

“A minha obsessão nos primeiros 100 dias era retomar as políticas sociais que deram certo. Agora, a obsessão é fazer a economia voltar a crescer, voltar a funcionar”, disse Lula, em coletiva na última quinta-feira (06/04).

O presidente sabe que, apesar do esforço na área social, a aprovação e sucesso do seu governo dependem da retomada econômica. Por isso a briga constante com o presidente do Banco Central pela baixa dos juros — na cabeça de Lula, o crescimento só avançará com força quando os juros diminuírem e o consumo for alavancado novamente.

O governo ainda não tem sua marca clara. Diferente do primeiro mandato, Lula ainda não conseguiu uma ampla base de apoio e ainda não caminha a passos largos em projetos macroeconômicos e obras de infraestrutura. Nestes primeiros 100 dias, o social foi prioridade. Agora, chegou a hora da economia protagonizar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE






Você pode gostar