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Histórias da Bola

Goleiros do FLA TRI

Nos tempos em que goleiro só usava a camisa 1, o Fla ‘trizou’ com quatro feras

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Durante a campanha do tri carioca-1953/54/55, o Flamengo montado pelo presidente Gilberto Cardoso usou quatro goleiros: Garcia, Chamorro, Ari e Aníbal. Os dois primeiros eram gringos e os outros dois brasileiríssimos.

Garcia foi o primeiro usado pelo treinador e seu patrício paraguaio Fleitas Solich: 19 vezes durante o primeiro título, 27 no segundo e mais seis partidas da terceira temporada.

Nascido em, Puerto Pinasco, no 22 de agosto de 1924, Sinforiano Garcia chamou a atenção do Flamengo durante Brasil 1 x 2 Paraguai, no carioca estádio de São Januário, pelo Campeonato Sul-Americano-1949. Entre aquela temporada e a de 1958, totalizou 261 jogos rubro-negros, vencendo 157 vitórais, empatando 50 e ficando 54 vezes atrás no placar. Pela seleção paraguaia, foram 20 partidas, entre 1945 a 1949.

Com boa estatura para um goleiro da época -1m82cm – Garcia preocupou o investidor Flamengo, por conta de grave lesão, em uma das clavículas, sofrido durante o amistoso Fla 2 x 0
Remo, em 26 de abril daquele 1950-, em Belém do Pará. Mas os trabalhos do médico Paulo de São Tiago o recuperaram, inteiramente.

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Enquanto o paraguaio Garcia era o dono da camisa 1, durante a campanha de 1953 (encerrada em janeiro de 1954), o argentino Chamorro foi quem mais a usou pela disputa começada em 1955 e encerrada em abril de 1956, totalizando 20 atuações (8 + 12).

Natural de Rosário, o goleirão Eusébio Chamorro nasceu em 22 de novembro de 1925, foi cria do Newells Old Boys-1943, tendo-o trocado, em 1951, pelo Boca Juniors. Cotado para a seleção argentina, embarcou na aventura na liga pirata da Colômbia, foi punido pela direção do futebol “hermano” e passou sete meses esperando por uma anistia que rolou em 1952.

Chamorro media 1m79cm e esteve flamenguista, entre 1953 a 1956, por 55 compromissos, com 32 vitórias, 12 empates e 11 derrotas.

Dos quatro “arqueiros”, como a imprensa cinquentista os chamavam, Ary era o mais baixo, medindo 1m73 cm, o que hoje seria inviável para a posição, pois os “caras da hora” beiram os dois metros de altura.

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Quando era um peladeiro, em sua terra – Campos-RJ -, Ary jogava como centroavante. Mas gostavam de ir para o “arco”. E foi numa dessas que o árbitro Lino Machado o viu defendendo o Onze Cabuloso e o levou para o juvenil do Bonsucesso, em 1951. Sem demora, chegou ao time principal e, em 1955, ao Flamengo.

Registado por Ary de Oliveira (seu “y” era trocado pelo “ i”, pela imprensa), ele participou de três refregas da campanha de 1955, tendo sido, também, campeão na categoria aspirante.

Nascido carioca, em 27 de junho de 1932, Ari esteve rubro-negro, de 1955 a 1957, anotando 59 vitórias, 11 igualdades e 18 choros depois das partidas.

Assim como Ari, um outro centroavante peladeiro era o Aníbal Saraiva Júnior. Nascido carioca da Vila Isabel, defendia o Primor, do bairro de Ramos, em 1949, quando foi para o juvenil do Olaria. Em 1952, pegou a camisa de titular do time A. Em 1954, despertou as atenções flamenguista.

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Aníbal, chegado ao planeta no 20 de outubro de 1932, tinha tudo para ser campeão como titular, em 1955. Mas uma contusão, durante treinamentos, lhe fez perder a vaga para Chamorro.

Entre 1955 a 1956, Aníbal disputou 23 partidas pelo time da Gávea, vencendo 16, empatando duas e perdendo cinco. Durante a campanha do tri, atuou em 11 jogos, todos em 1955, medindo 1m75cm de altura – também, dificilmente, jogaria hoje debaixo do arco.




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