A cada quatro anos, uma parcela dos distritais tenta a sorte concorrendo à Câmara dos Deputados. Não à toa, a Câmara Legislativa costuma ser vista como primeiro passo para uma escalada.
Os fatos comprovam. Rodrigo Rollemberg iniciou pela Câmara uma carreira que o levaria a deputado federal, senador e governador, ainda que só por um mandato.
O mesmo aconteceu com Agnelo Queiroz. Tadeu Filippelli ficou só um mandato como governador. Valmir Campelo, Luiz Estevão, Gim Argello e José Antonio Reguffe também ficaram pouco na Câmara e chegaram ao Senado.
Maria de Lourdes Abadia inverteu o jogo. Começou como deputada federal, foi distrital constituinte e chegou a governadora. O problema é que para esses oito que fizeram a escalada, dezenas ficam pelo caminho. Nada disso impede que, a cada composição da Câmara Legislativa, crie-se uma bolsa de apostas sobre quem chegará aos cargos mais elevados.
Os que caem pelo caminho
A verdade é que, para cada um que consegue escalar os degraus federais, ao menos quatro tentam em vão. Nas eleições de 2018, três distritais chegaram a federais. Um recorde. Mas oito fracassaram. Em 2022, dois se elegeram. E oito distritais e ex-distritais ficaram de fora.
Este ano legislativo ainda nem chegou ao fim e ao menos quatro distritais já estão acalentando suas aspirações à Câmara dos Deputados. Um dos quatro até pode nutrir otimismo. Está atrelado a uma deputada federal e, se ela tentar o Senado, será seu herdeiro natural.
Outro tem força própria: foi o distrital mais votado e, se o PSOL atingir o quociente eleitoral, estará eleito. Os outros tendem a engordar as estatísticas. O jogo eleitoral não é para amadores.