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Do Alto da Torre
Do Alto da Torre

Linha dura com a inteligência artificial

Estamos diante de uma mudança de patamar no risco eleitoral

Eduardo Brito

29/06/2026 18h26

TSE

Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

A preocupação com uma onda de contestações judiciais levou o Tribunal Superior Eleitoral a regulamentar o uso da inteligência artificial na propaganda eleitoral.

Entre as medidas adotadas estão a obrigatoriedade de identificação de conteúdos produzidos ou alterados por IA, a proibição do uso de deepfakes para manipular a imagem ou a voz de candidatos e a previsão de punições que podem chegar à cassação do mandato em casos graves.

Apesar da regulamentação, as normas representam apenas parte da solução para um problema que evolui em ritmo acelerado.

O especialista brasiliense em comunicação política Marcelo Senise (foto), que já trabalhou com vários partidos políticos – e, mais recentemente, no Podemos –, afirma que a utilização da inteligência artificial nas eleições deste ano ocorrerá em um patamar superior ao observado há dois anos.

“Em 2024, a inteligência artificial ainda aparecia muito como experimento, novidade e teste. Agora, ela entra no processo eleitoral como arma estratégica de escala, com muito mais sofisticação, velocidade e poder de dano”, avalia.

Segundo Senise, a tecnologia deixou de ser uma ferramenta acessória e passou a integrar a própria estrutura das campanhas e das disputas narrativas.

“Hoje ela pode ser usada para segmentar emoções, personalizar ataques, clonar voz, fabricar vídeos, adulterar contextos e acelerar operações de desinformação em escala industrial. Estamos diante de uma mudança de patamar no risco eleitoral”, observa.

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