Jornal de Brasília

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Professor M.

Quem somos e o que vamos fazer como empresa?

“Quem somos nós?” e “O que vamos fazer?” como empresa, são duas interrogações de Steve Jobs em um e-mail de 2010.

Por Prof. Manfrim 12/09/2021 3h09

Essas duas interrogações, “Quem somos nós?” e “O que vamos fazer?”, podem parecer tão banais ao ponto de não nos surpreendermos com elas quando Steve Jobs enviou um e-mail interno na empresa para um grupo “Top 100” da Apple em 2010.

Realmente, são duas simples perguntas, pertinentes e necessárias a qualquer organização, de qualquer tamanho ou ramo de atividade, financeira ou social, como provocação para a empresa, funcionários, stakeholders, clientes e mercado.

Embora podendo transparecer serem perguntas corriqueiras, são questionamentos essenciais à sobrevivência da organização, aos direcionamentos e caminhos futuros, a alicerçar valores, crenças e cultura organizacional.

Segundo Peter Drucker, “[…] o trabalho mais importante e mais difícil não é encontrar a resposta correta, mas fazer a pergunta certa”. Eis o grande desafio a ser superado: questionamentos que nos direcionem às respostas mais plausíveis!

As perguntas possuem a “[…] capacidade de mover o mundo. As perguntas são poderosas no sentido de que elas demandam respostas, estimulam o pensamento, fornecem informações valiosas e provocam as pessoas a se abrirem aos problemas” [1].

Embora seja uma competência essencial para profissionais e empresas, ‘indagar’ é um tema sempre em evolução e necessita de constante aprendizado organizacional, haja vista as diversas técnicas e abordagens envolvendo pesquisas, investigações, estudos e sondagens junto a clientes, consumidores e mercados.

De certo, são momentos não só de refletir sobre o presente e vislumbrar o futuro, mas também, períodos de revisitar a história da organização, sua criação, consolidação e crescimento, os desafios superados e as experiências acumuladas, suas qualidades e forças, bem como, as melhorias que se fizeram necessárias no tempo.

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De fato, é rememorar as informações relevantes da organização, qual a missão, visão, cultura, diferencial e valor que a sustentaram até o momento. Quais as pessoas, parceiros, stakeholders, mercados e clientes que fizeram parte dessa história.

Isso mesmo, é aquela olhadela no retrovisor para um flashback do passado organizacional, não apenas como nostalgia, mas como valorização dos aprendizados adquiridos, dos desafios superados e das conquistas realizadas.

O Futuro é logo ali….

Com efeito, a interrogação “Quem somos nós?”, tem uma conotação de passado e presente, de pensamentos sobre o transcorrido, o decorrido e o acontecido em sua história e a formação de sua identidade organizacional.

Por outro lado, o questionamento “O que vamos fazer?”, perpassa pela significação de futuro, o amanhã, o porvir, o horizonte à frete. A ideia de expectativas, desejos, vontades, aspirações, intenções, ambições, inspirações e sonhos que a empresa possa realizar.

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Desse modo, a perspectiva de médio e longo prazo da pergunta “O que vamos fazer?” é positiva à organização, apresentando benefícios, tais como:

– Clareza na reflexão do “onde se quer chegar” com possibilidade de maior assertividade nas ações futuras;

– Maior assertividade pode levar a uma melhora na tomada de decisão, produtividade, otimização de recursos e retorno financeiro;

–  Fortalecimento da organização a lidar melhor com as condições adversas, imprevistos e mudanças mercadológicas (Mundo VUCA e Mundo BANI);

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– Geração de “mais proatividade e menos reatividade” ao exercitar cenários futuros e avaliar tendências de mercado e de comportamento dos clientes;

– Expectativa de aumento do bem estar geral, com reflexos positivos no clima organizacional e na satisfação dos funcionários, colaboradores, clientes e consumidores;

– Utilização do “senso de direção”, de antecipação das ameaças e oportunidade de negócios, possibilitando antever e programar movimentos internos e de mercado;

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– Planejamento de investimentos de recursos e simulações de gargalos, melhorias, otimizações, viabilidades, vantagens e ganhos organizacionais;

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– Agilidade nas ações de comunicação, capacitação, pesquisa, desenvolvimento, interação, cocriação e em ecossistemas e hubs de inovação.

Por fim, o objetivo supremo é ampliar a chance de maior longevidade da organização, com crescimento temporal sustentável.

Eis-me aqui, o “propósito organizacional” e o “sentido do trabalho”

Pois bem, se pudéssemos resumir as duas perguntas de Steve Jobs em outras duas únicas respostas, teríamos: “propósito organizacional” e “sentido do trabalho”.

Enfim, como sugeri no artigo ‘Imortalidade digital e gestão de negócios’, Steve Jobs continua nos proporcionando ensinamentos!

Ter em vista o ‘propósito’ e o ‘sentido’ da própria existência da organização e de seus funcionários nos leva a refletir sobre o status quo, o know how, o continuísmo e continuidade, e se, e de que forma, existir.

Em conclusão, faz jus evocar Descartes, com a tese da verdade única, incontestável e inquestionada: a própria existência, refletida na célere frase: “penso, logo existo”. Igualmente, organizações e empresas, pensem para continuarem a existir! Ou, não…

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[1] https://manifesto55.com/como-fazer-boas-perguntas/. Acesso em: 11 set 2021.

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Prof. Manfrim, L. R.

Fanático em Gestão Estratégica (Mestrado). Obcecado em Gestão de Negócios (Especialização). Compulsivo em Administração (Bacharel). Consultor pertinente, Professor apaixonado, Inovador resiliente e Intraempreendedor maker.

Explorador de skills em Gestão de Pessoas, Gestão Educacional, Visão Sistêmica, Holística e Conectiva, Marketing, Inteligência Competitiva, Design de Negócios, Criatividade, Inovação, Empreendedorismo e Futurismo.

Coautor do Livro “Educação Empreendedora no Distrito Federal”. Colaborador no Livro “O futuro é das CHICS: como construir agora as Cidades Humanas, Inteligentes, Criativas e Sustentáveis”.

Navegador atual nos mares do Banco do Brasil, Jornal de Brasília, Arena Consulting Brasil e Instituto Brasileiro de Cidades Inteligentes, Humanas e Sustentáveis. Já cruzei os oceanos da Universidade Cruzeiro do Sul, Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), Nova Didáttica Educação e Desenvolvimento, Cia Paulista de Força e Luz (CPFL), Instituto Municipal de Ensino Superior de Bebedouro-SP (IMESB), Nossa Caixa Nosso Banco, Microlins SP, Sebrae DF e Governo do Distrito Federal.

Contato para palestras, conferências, mentorias, hackathons e pitchs: [email protected]

Linkedin – Prof. Manfrim

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