Menu
Teatro e Dança

“Sonho Elétrico” propõe reflexão coletiva sobre futuro e memória no CCBB Brasília

Com texto e direção de Marcio Abreu, a montagem propõe uma imersão sensível sobre memória, sonho e as possibilidades de transformação coletiva

Aline Teixeira

17/04/2026 5h00

se 5592. foto de edgar kanaykõ xakriabá

Foto: Edgar Kanaykõ Xakriabá

O espetáculo Sonho Elétrico, mais recente criação da companhia brasileira de teatro, estreia no Centro Cultural Banco do Brasil Brasília nesta semana e segue em cartaz até 3 de maio. Com texto e direção de Marcio Abreu, a montagem propõe uma imersão sensível sobre memória, sonho e as possibilidades de transformação coletiva.

Inspirada no pensamento do neurocientista Sidarta Ribeiro, especialmente na obra Sonho Manifesto, a peça parte de uma narrativa poética: uma artista, interpretada por Verónica Valenttino, é atingida por um raio e entra em coma. Nesse estado liminar entre a vida e a morte, sua mente se torna palco de memórias, sonhos e questionamentos sobre o futuro.

Mais do que uma história individual, o espetáculo amplia essa experiência para uma dimensão coletiva. “Há uma metáfora em que uma banda, no final de um show, levanta a questão de termos um bis como humanidade, de termos mais uma chance”, explica Abreu. Segundo ele, a peça dialoga com um movimento contemporâneo que pensa a vida a partir da coexistência e da ação coletiva: “Imaginário, memória e sonho são parte da vida e interferem nos destinos individuais e coletivos. São lugares de ação no mundo”.

A montagem também dá continuidade à pesquisa da companhia sobre temas como memória e história, iniciada em trabalhos anteriores. Para o diretor, esse percurso investigativo permite aprofundar diferentes perspectivas e formas de diálogo com o público. “Sonho Elétrico entra na cabeça de um artista em coma. Há muitas possibilidades de leitura disso — pensar a iminência da morte, o que resta na memória e que novas memórias podemos construir juntos”, afirma.

sonho elétrico 5430. foto de edgar kanaykõ xakriabá
Foto: Edgar Kanaykõ Xakriabá

O processo de criação da dramaturgia reforça esse caráter coletivo e multidisciplinar. Embora assinada por Abreu, a escrita foi construída em diálogo constante com o elenco e os ensaios. “A linguagem da composição define bem essa dramaturgia, atravessada por elementos sonoros, coreográficos, visuais e pela memória íntima e coletiva. Os corpos também são presenças narrativas determinantes”, destaca.

Celebrando 25 anos de trajetória, a companhia brasileira de teatro reafirma, com o espetáculo, seu compromisso com a experimentação e com o papel social da arte. “Não estamos fora do mundo, mas profundamente parte dele. Trabalhamos com espírito crítico, escuta e desejo de compartilhar possibilidades de vida plena na dimensão do coletivo”, conclui o diretor.

Sonho Elétrico
Data: de 16 de abril a 3 de maio de 2026, quinta a domingo
Horário: quinta, sexta e sábado, às 20h; domingo, às 18h
Duração: 90 minutos
Local: Teatro I do CCBB Brasília – SCES Trecho 02 Lote 22 – Edif. Presidente Tancredo Neves – Setor de Clubes Especial Sul – Brasília – DF
Ingressos: Ingressos: R$ 15 (meia entrada) e R$ 30 (inteira) disponíveis no site bb.com.br/cultura ou na bilheteria do CCBB Brasília., sempre às quartas-feiras da semana anterior às apresentações, a partir das 12h.
Estudantes, maiores de 65 anos e clientes Ourocard pagam meia entrada.
Classificação indicativa: 14 anos
Capacidade: 327 lugares | O Teatro possui áreas para cadeiras de rodas, assentos especiais para obesos e rampas. Haverá sessões com Intérprete em LIBRAS nos dias 19 e 26 de abril.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado