O teatro como ferramenta de aprendizado e desenvolvimento infantil é o foco do projeto que leva o espetáculo “A Pequena Casa Flutuante” à Escola Classe Jardim Botânico, no Distrito Federal. A iniciativa, realizada pelo Coletivo Poéticas da Meia Noite, prevê cinco apresentações gratuitas para cerca de 300 crianças de três a seis anos, no dia 26 de junho, a partir das 8h.
A peça acompanha a história de Lia, uma menina curiosa e introspectiva que encontra uma casa flutuante no céu. No local, ela conhece quatro seres mágicos — Zada, Ilán, Liara e Adara — que a ajudam a compreender sentimentos e a construir vínculos de amizade. Com estética artesanal e narrativa sensível, o espetáculo propõe reflexões sobre empatia, convivência e respeito às diferenças.
Além das apresentações, o projeto inclui oficinas artísticas com o elenco. Com o tema “Sonhos e Medos”, as atividades incentivam a expressão emocional das crianças por meio de desenhos, modelagem e outras práticas criativas. Os alunos também receberão exemplares da dramaturgia ilustrada da peça, desenvolvida para ampliar o contato com a linguagem teatral de forma lúdica.
De acordo com a diretora artística Fernanda Tiago, a proposta busca oferecer uma pausa no cotidiano acelerado das crianças. “O espetáculo é um respiro, uma pausa na realidade frenética tecnológica em que as crianças também já estão inseridas. O brincar é uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento humano”, afirma.
O elenco é formado por Fernanda Duarte, AnnaJu Carvalho, Giulia Faleiro, Ludmylla Geiger e Vitor Alves. O projeto conta com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC II 2024) e tem como objetivo ampliar o acesso à cultura na primeira infância, além de fortalecer o vínculo entre escola e comunidade.
Todas as atividades terão recursos de acessibilidade, com audiodescrição e tradução em Libras.
Criado em 2021, o Coletivo Poéticas da Meia Noite reúne artistas da Bahia e do Distrito Federal e desenvolve pesquisas cênicas voltadas à memória e à alteridade. Entre os trabalhos do grupo estão os espetáculos “Pititinga – Peixe Pequeno” (2023), “Solos Flutuantes” (2024), “Onírico” (2024) e “Qualquer Um” (2026).