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Futebol ETC
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É de Neymar o único recorde que Messi não vai nos “roubar” nesta Copa

Em uma busca obstinada por algum indicador onde um brasileiro ainda supere o argentino nesta Copa, encontramos finalmente a salvação da lavoura

Marcondes Brito

23/06/2026 5h19

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Faltam adjetivos no dicionário para a jornada monumental de Lionel Messi nesta Copa do Mundo. Depois de já ter superado o alemão Miroslav Klose no futebol masculino, o gênio argentino subiu o último degrau do Olimpo nesta segunda-feira (22). Ao marcar duas vezes na vitória por 2 a 0 contra a Áustria, o camisa 10 alcançou a incrível marca de 18 gols em Mundiais e quebrou o recorde geral da nossa Rainha Marta, que reinava absoluta com 17.

Diante de tamanha soberania vizinha, o torcedor brasileiro se vê preso em um misto inevitável de inveja santa e ciúme patriótico. E o pior é que a contagem do homem está apenas começando. Em apenas duas partidas nesta edição, Messi já anotou 5 gols (com direito a um hat-trick na estreia) e arrastou consigo uma coleção absurda de novas marcas no Guinness: tornou-se o atleta com mais jogos disputados (28), mais minutos jogados (2.489) e mais vitórias (18) na história das Copas.

Como o torneio recém-começou e a Argentina já carimbou a vaga no mata-mata, ele ainda tem o restante do campeonato inteiro para esticar esses números até onde sua genialidade permitir.

Chupa. Messi!

Mas acalme o coração, amigo leitor. Nem tudo está perdido. Em uma busca obstinada por algum indicador onde um brasileiro ainda supere o argentino nesta Copa, encontramos finalmente a salvação da lavoura. Há um recorde, uma marca suntuosa e reluzente, que o modesto craque de Rosário jamais conseguirá arranhar: a ostentação na bagagem.

Enquanto se recupera prepara para a estreia nesta quarta-feira contra a Escócia, Neymar teve o processo de montagem de suas malas documentado pelo parça Cris Guedes no YouTube. E ali, meus amigos, o Brasil aplica uma goleada humilhante. Só na categoria “cronometragem de pulso”, o nosso camisa 10 separou uma coleção de relógios avaliada em mais de R$ 17 milhões. Tem de tudo: de Rolex “Olho de Tigre” a Patek Philippe cravejado de diamantes, passando por um Richard Mille que vale impressionantes R$ 11 milhões sozinho.

É uma engenharia de luxo que faz o discreto Messi — que costuma comemorar recordes históricos com um sorriso tímido e um abraço nos companheiros — parecer um pacato assalariado.

Messi pode até ter mais gols, mais finais, mais recordes e o topo das estatísticas da FIFA. Mas no quesito “peso na mala” e valor por centímetro quadrado no pulso, o canarinho ainda canta mais alto. Se o futebol arte mudou de endereço, o futebol ostentação continua sendo genuinamente brasileiro.

Que venham os próximos recordes de Messi. Nós estaremos aqui, de braços cruzados, conferindo as horas em altíssimo estilo.

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