Menu
Teatro e Dança

Peça inédita de Caio Fernando Abreu para crianças chega ao CCBB Brasília

Montagem resgata obra escrita nos anos 1970 e propõe reflexão sobre convivência, meio ambiente e diversidade

Tamires Rodrigues

11/03/2026 16h41

Atualizada 01/04/2026 9h55

comunidade arco iris 002 foto kika antunes

Foto: Divulgação/Kika Antunes

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília recebe a montagem de A Comunidade do Arco-Íris, a partir desta quinta-feira (12), única obra voltada ao público infantil escrita por Caio Fernando Abreu. O espetáculo entra em cartaz em março com direção de Suzana Saldanha, que retoma o texto mais de cinco décadas após o primeiro contato com o autor.

Escrita no início dos anos 1970, a peça trata de temas como meio ambiente, consumo e convivência coletiva. Em conversa com o Jornal de Brasília, Suzana afirma que foi a atualidade do texto que motivou a nova montagem. “Justamente a modernidade dele. Caio escreveu em 1971 e me entregou em mãos em 1973, no mesmo ano montei e sempre com sucesso.”

comunidade arco iris 003 foto kika antunes
Foto: Divulgação/Kika Antunes

A encenação faz parte de um processo colaborativo, desenvolvido ao lado do artista Sérgio Marimba e do elenco. A proposta foi revisitar a obra a partir de um olhar contemporâneo, mantendo os temas centrais do texto. “A proposta foi revisitar a obra a partir de um olhar contemporâneo, valorizando temas que permanecem extremamente atuais, como a relação com o meio ambiente, o consumo e a convivência coletiva.”

Segundo a diretora, o espetáculo ganhou forma de maneira orgânica durante os ensaios, a partir da relação com o espaço e com a cenografia. “Cada dificuldade que surgia era resolvida coletivamente, no próprio processo de criação.”

No palco, a história acompanha personagens simbólicos que vivem em comunidade, afastados do mundo dos humanos. Entre eles, uma sereia impactada pela poluição e um soldadinho que escolhe a paz como caminho. “A Comunidade do Arco-Íris é uma fábula construída a partir de personagens simbólicos, cada um representando diferentes aspectos da convivência humana.”

comunidade arco iris 005 foto kika antunes
Foto: Divulgação/Kika Antunes

Esses elementos ajudam a construir a narrativa sobre diversidade e convivência coletiva dentro da história. “Essas figuras ajudam a construir uma narrativa que fala sobre diversidade, respeito e convivência coletiva.”

A montagem também carrega um aspecto pessoal para Suzana, que conviveu com Caio Fernando Abreu no início da carreira, no Grupo de Teatro Província. “Dirigir esse espetáculo é também revisitar uma amizade, uma memória e uma maneira muito particular que o Caio tinha de enxergar o mundo.”

comunidade arco iris 004 foto kika antunes
Foto: Divulgação/Kika Antunes

A encenação aposta em um cenário interativo e em uma atmosfera próxima de uma celebração coletiva, com integração entre música, espaço cênico e atuação. “A ideia foi construir um espetáculo que funcionasse como uma experiência coletiva, quase como uma celebração.”

A peça também apresenta uma faceta menos conhecida do autor. “É uma obra que fala de amor, de respeito às diferenças e da possibilidade de imaginar um mundo mais solidário.”

SERVIÇO:
A Comunidade do Arco-Íris
Local: CCBB Brasília  
Endereço: SCES Trecho 02 Lote 22 – Edif. Presidente Tancredo Neves – Setor de Clubes Especial Sul  
Temporada: de 12 a 29 de março (estreia na quinta-feira, 12)
Sessões: sexta, às 16h; sábados e domingos, às 11h e 16h
Sessão com libras: dia 21 de março, às 16h
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$15,00 (meia) 
Classificação indicativa: Livre   

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado