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Música

Zayn Malik diz que quer retornar ao Brasil sem resquícios do One Direction

Músico recupera suas origens no álbum solo ‘Konnakol’

Redação Jornal de Brasília

15/04/2026 15h36

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Foto: Nabil Elderkin/Divulgação


SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

Quando anunciou sua saída da boy band britânica One Direction, em 2015, Zayn Malik afirmou em publicação no Facebook que queria ser um garoto normal de 22 anos. Na época, ele abandonou a turnê do grupo na Ásia, que continuou com os outros quatro integrantes. Agora, aos 33, ele diz ter redescoberto sua paixão pelos holofotes.

“Eu quero ser um artista de palco”, afirma o cantor em entrevista a este jornal. “Tinha esquecido o quanto sentia falta até voltar a subir em um. É uma sensação muito boa saber que, quando se está fazendo música, você não só lança um disco, mas o defende e se apresenta com ele.”

Desde que deixou a boy band, o artista fez poucas apresentações e se mudou para uma fazenda em New Hope, no estado americano da Pensilvânia, onde diz criar galinhas e plantar melancias e pimentas. Além disso, raramente compartilha fotos de sua filha, Khai, com a modelo Gigi Hadid —quando o faz, nunca mostra seu rosto.

Seu relacionamento com a mídia também foi restrito. Foram seis anos até conceder uma longa entrevista ao podcast “Call Her Daddy”, apresentado por Alex Cooper, em 2023.

Apesar de ter colecionado colaborações de peso, compartilhando faixas com Taylor Swift e Sia, e de ter lançado quatro álbuns solo, Zayn lançou sua primeira turnê apenas no ano passado, a “Stairway to the Sky”. E foi ela que engatilhou seu quinto projeto autoral, “Konnakol”.

Com lançamento marcado para esta sexta-feira (17), o disco também inspira uma turnê homônima, com data única em São Paulo, em 10 de outubro, no Allianz Parque.

“Eu recebia feedback nas apresentações ao vivo, interagindo com o público, e eu conseguia ver com o que eles estavam se conectando”, diz o músico. “Então isso me inspirou a voltar para o estúdio e fazer um disco voltado para o que os fãs estavam curtindo.”

Parte da vida pessoal pôde ser blindada pelo cantor, mas isso não significa que ele conseguiu preservar por completo a sua privacidade. Recentemente, ele se viu numa polêmica com outro ex-integrante do One Direction, Harry Styles, que também se apresenta pelo mundo neste ano —com quatro shows programados para São Paulo, no estádio Morumbis.

A turnê “Together, Together”, de Styles, foi alvo de polêmicas pelo preço alto dos ingressos. No Brasil, as entradas inteiras vão de R$ 530 a R$ 1.410. Já os pacotes VIP chegam a R$ 5.833. Em comparação, as entradas comuns de Zayn vão de R$ 490 a R$ 890.

Em janeiro, durante show em Las Vegas, nos Estados Unidos, enquanto agradecia aos fãs que compareceram ao evento, Zayn soltou o que foi interpretado como uma indireta a Styles. “Espero que os preços dos ingressos não tenham sido muito altos, só dizendo!”, afirmou.

Numa segunda entrevista ao “Call Her Daddy”, em fevereiro, ele comentou o caso. “Nunca falei nenhum nome específico. As pessoas vendem ingressos caros em todos os lugares. Podemos falar de qualquer pessoa. Interprete como quiser”, afirmou na época. Styles também não se pronunciou sobre o assunto.

Se em “Room Under the Stairs”, seu trabalho anterior, o cantor estava mais envolvido na escrita das músicas, em “Konnakol” ele afirma que investiu na produção. A inspiração veio da sua ascendência. “Tem menos aquela pegada de country blues e é mais inspirado pela cultura indiana e as referências que eu cresci ouvindo”, diz.

Ele cita o músico paquistanês Nusrat Fateh Ali Khan como um de seus artistas favoritos na infância e, por isso, o título da primeira canção é dedicado a ele. “Ele costumava usar a técnica konnakol, que é basicamente fazer sons percussivos com a voz, em muitas de suas músicas. Mas, em geral, o álbum também é muito voltado a R&B e pop.”

Zayn já trouxe elementos de sua ancestralidade em outros trabalhos, sendo o caso mais notável o seu primeiro álbum solo, “Mind of Mine”, com a faixa “Intermission: Flower”, que canta no idioma urdu, remetendo à ascendência paquistanesa paterna.

Os shows da “Stairway to the Sky” estavam previstos para começar em outubro do ano passado, mas foram adiados para novembro após a morte de Liam Payne, também ex-integrante do One Direction.
Na época, Zayn fez uma homenagem nos telões e cantou “Night Changes”, um dos singles da finada banda, durante um show no México. Mas agora, para o quinto álbum e a nova turnê, não há espaço para um novo tributo ao ex-colega.

“Eu definitivamente tinha que fazer aquilo naquele momento porque ainda estava tudo muito recente. Eu cantei uma música do One Direction e foi difícil não pensar no Liam. Eu quase chorei algumas vezes cantando os versos dele”, afirma.

Curiosamente, este é o primeiro ano desde o anúncio de hiato em 2016 em que todos os membros do One Direction lançam álbuns solo e saem em turnês. Louis Tomlinson e Niall Horan não anunciaram vinda para o Brasil em 2026, mas já vieram ao país duas vezes, e Styles pisa pela terceira vez em solo brasileiro.

O retorno de Zayn acontece 12 anos após a vinda com a boy band. Mas o cantor segue tentando se desvincular de referências ao grupo. Enquanto os outros ex-integrantes incluíram uma ou outra canção da banda no setlist, Zayn quer vir sem resquícios do passado.

“Estou muito animado para voltar com a minha própria música, sem a vibe do One Direction. Trazer um pouco de Zayn dessa vez”, disse ele na entrevista, evidenciando o distanciamento que tomou do grupo, e antes de a conversa ser interrompida por sua equipe, mais cedo do que o combinado originalmente.
KONNAKOL

  • Quando Lançamento nesta sexta-feira (17)
  • Onde Nas plataformas digitais
  • Gravadora Mercury
  • Artista Zayn Malik

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