Brasília se prepara para receber mais uma edição do Porão do Rock, que acontece nesta sexta-feira (22) e sábado (23), no estacionamento da Arena Mané Garrincha. Consolidado como um dos festivais mais tradicionais do país, o evento chega a 2026 como um dos principais palcos da música independente no Brasil.
Com uma programação que atravessa diferentes estilos, o line-up deste ano reúne do hardcore ao rap, passando pelo metal e pela música alternativa. Entre os destaques internacionais está a banda americana Pennywise, referência no hardcore, além da participação do grupo japonês Deviloof e das canadenses Double Experience e Avalon Stone.

No cenário nacional, o festival promove encontros entre diferentes gerações e sonoridades. O público poderá assistir ao show especial de Angra com Kiko Loureiro, além de apresentações de nomes como Nação Zumbi, Marcelo Falcão e Tribo da Periferia, grupo brasiliense que amplia o diálogo do evento com outras vertentes musicais.
Bandas como Dead Fish, Rodox, Scalene, Rancore, Autoramas e os argentinos do Eruca Sativa reforçam a presença do rock e da cena alternativa, enquanto artistas como Papangu, Devotos, Zander, Eskrota e Bayside Kings mostram a força da produção contemporânea.

Mais do que reunir grandes nomes, o Porão mantém o compromisso com a renovação da cena. Neste ano, o festival realizou seletivas nacionais que escolheram 12 bandas para integrar a programação oficial.
Para o organizador Ivan Hauer, a permanência do evento ao longo de quase três décadas está diretamente ligada à relação construída com o público. “O Porão conseguiu se renovar sem perder sua essência. Hoje, a gente tem pessoas que acompanham o festival desde as primeiras edições e, ao mesmo tempo, uma geração nova chegando, descobrindo o rock e vivendo essa experiência pela primeira vez”, afirma.
A curadoria desta edição também reflete essa proposta de conexão entre diferentes momentos da música. “A ideia foi criar um line-up plural, que represente diferentes gerações e vertentes. O rock segue como o coração do festival, mas ele dialoga com outros estilos e atitudes”, explica. Segundo ele, a presença da Tribo da Periferia reforça essa abertura: “é um grupo de Brasília, com identidade forte e uma atitude que conversa diretamente com o espírito do rock”.

Em meio a um cenário de produção descentralizada, Ivan avalia que a música independente vive um momento de expansão. “Existe uma produção muito forte acontecendo em todas as regiões do país. Os festivais acabam sendo uma vitrine importante, um espaço de troca e fortalecimento da cena”, diz.
As seletivas nacionais, segundo o organizador, são parte essencial desse processo. “Elas ajudam a descobrir e dar espaço para novas bandas, mantendo o festival conectado com o que está sendo produzido atualmente”, destaca.
Além dos shows, o evento também investe na experiência do público. A estrutura contará com três palcos, áreas de convivência, tirolesa, bang jump, ativações de marca e uma praça de alimentação diversificada. “A ideia é que o público viva uma experiência completa, com conforto e entretenimento do começo ao fim”, completa.
Serviço
Porão do Rock 2026
Data: 22 e 23 de maio
Local: Estacionamento da Arena Mané Garrincha
Ingressos: a partir de R$ 133, pelo site da Ticketmaster