Da Redação
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Clint Eastwood construiu, ao longo de décadas em Hollywood, imagem única como ator: a de macho durão, dono da situação (o que agrada os marmanjos) ao mesmo tempo em que seu jeito de galã deixava (e ainda deixa) as mulheres loucas. Como diretor, adotou um estilo sensível e assinou obras-primas como Os Imperdoáveis, Gran Torino, Sobre Meninos e Lobos e Menina de Ouro.
Essa trajetória pode ser conferida na mostra Clint Eastwood – Clássico e Implacável, em cartaz de hoje até 8 de janeiro, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Em cartaz, 43 filmes com a chancela de Clint, como seus trabalhos como ator nos primeiros westerns de Sérgio Leone até os clássicos Dirty Harry, além de debate sobre sua trajetória artística e pessoal.
Um dos principais nomes contemporâneos do cinema norte-americano, Eastwood já dirigiu 34 filmes e atuou em mais de 65. Foi nomeado oito vezes ao Oscar, ganhando duas estatuetas, e o único a ser indicado duas vezes como diretor e ator num mesmo filme – Os Imperdoáveis, de 1992, e Menina de Ouro, de 2004. Prova de que sua vida nunca foi banal.
A programação será aberta por um título que ajudou a forjar a imagem de homem destemido que cerca o ator: Dirty Harry – Perseguidor implacável, hoje, às 14h30. Ao longo de quatro semanas e em quatro sessões diárias, será possível (re)ver 43 filmes, sendo 32 títulos dirigidos por Eastwood e outros 11 longas que marcaram sua carreira de ator. A mostra exibirá o raro curta O Estranho que nós Amamos: O Contador de Histórias, primeiro filme dirigido por ele. A programação abrange desde os primeiros trabalhos como o pistoleiro durão dos faroestes a produções recentes como diretor, como Gran Torino e Além da Vida, passando pelos demais momentos da carreira, e temas como violência, moral e preconceito. Além dos filmes, a mostra terá um debate, às 20h desta quinta-feira, para avaliar a trajetória do cineasta da precisão e do rigor. A programação tem um catálogo com textos sobre Clint.
Personagens sombrios
Clint Eastwood ficou famoso nos anos 1970, como ator, por personagens marcantes com caras fechadas e pistola em punho, protagonistas nos faroestes clássicos. Nas décadas seguintes, começou a firmar-se como diretor de filmes caracterizados por temas polêmicos e densos. A cinematografia de Eastwood é caracterizada por personagens solitários, assombrados por fatos do passado e um clima que conjuga bravura e delicadeza.
De sua filmografia como diretor, a mostra inclui 32 filmes. Em 2009, dirigiu, produziu e estrelou Gran Torino, lançado em janeiro de 2009, o que levou ao primeiro lugar da bilheteria norte-americana. O longa-metragem arrecadou mais de US$ 245 milhões e é o maior sucesso comercial de sua carreira. No momento, trabalha na finalização do longa J. Edgar, protagonizado por Leonardo Di Caprio. Aos 81 anos de idade, ele afirma que ainda está longe de querer parar.