Brasília recebe o show de lançamento do álbum dia 13 de julho, no Teatro Oi Brasília, às 21h. Tom Jobim dizia sobre Joyce: “Como se não bastasse, é grande compositora e toca todo aquele violão! Êta mulhézinha danada!”. E sobre João Donato: “é o meu professor”. Tom não imaginaria que a ‘mulhézinha danada’ (e sua discípula direta) e seu ‘professor’ estariam juntos em pleno século XXI, compondo, tocando, viajando pelo mundo e alegrando multidões com sua música. E prontos para fazer o mesmo diante das plateias brasileiras. Aquarius chega ao Brasil comemorando os elogios de seu lançamento original no Japão, em 2009, pela Toy’s Factory, e depois na Europa e Estados Unidos pela pela Far Out.
Dois artistas cujas obras se caracterizam pela leveza, alegria e suingue, João Donato e Joyce se encontraram no CD para registrar músicas inéditas, compostas em parceria, como “No fundo do mar” e “Luz da canção” e revisitar sucessos de cada um, como “Feminina” de Joyce, e “Amazonas”, de Donato – esta última com um brinde: gravada pela primeira vez com inclusão de uma nova letra, assinada por Arnaldo Antunes e Péricles Cavalcanti – com novos e dançantes arranjos. As quatro estarão também nos shows, assim como “Amor nas estrelas” e “Guarulhos chachacha”, entres outras canções do disco. As “obrigatórias” Emoriô (Donato/ Gilberto Gil) e “Clareana” e “Mistérios” (Joyce), que não entraram nas gravações, têm seu lugar reservado também.
A alegria dá o tom, assim como a pegada contemporânea e sem data de validade dos dois. “É música para fazer as pessoas felizes” dizem eles. A imprensa internacional, que acompanhou o lançamento de ‘Aquarius’ na Europa, no Japão e nos Estados Unidos, concordou plenamente. “Joyce é um tesouro brasileiro… aqui ao lado do inventivo João Donato, o tom deste CD é infalivelmente para cima…” – diz a crítica da revista americana Downbeat.
Muito além da bossa, o trabalho viaja por ritmos brasileiros diversos, juntando as cores amazônicas do acreano Donato com a verve carioca de Joyce, numa pororoca sonora que deságua em afoxés, sambas, baiões, e até cha-cha-cha, com a influência caribenha que Donato trouxe para a música brasileira. O Amazonas visita a Guanabara, e inunda o Brasil com seus ritmos e canções.
O personalíssimo violão de Joyce e o piano inconfundível de Donato vêm muito bem acompanhados nos shows por Jorge Helder (baixo), Tutty Moreno (bateria) e Ricardo Pontes (flauta), que também participam do CD, e ainda de Aquiles de Moraes (trompete) e Sidinho Moreira (percussão).