
Camilla Sanches
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Raquel Pacheco, mais conhecida como Bruna Surfistinha, é a convidada do Palco Iguatemi desta noite, a partir das 19h30, no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Iguatemi. Ela voltou aos holofotes depois que o livro com sua biografia foi adaptado para o cinema pelo diretor Marcus Baldini.
Num bate-papo com o jornalista e apresentador Fred Ferreira (da TV Globo), a ex-garota de programa vai conversar sobre a vida, os programas, o filme e os três livros que lançou, O Doce Veneno do Escorpião, Na Cama com Bruna Surfistinha e O Que Aprendi com Bruna Surfistinha.
“Vou falar sobre tudo o que o público quiser. Sem restrições”, garante Raquel, que após o bate-papo irá autografar as publicações. “O público é muito carinhoso comigo. Me param na rua para tirar fotos e são sempre respeitosos. As ofensas, quando ocorrem, são virtualmente”.
Fama
Ela ficou famosa por contar em um blog o dia a dia como prostituta, enquanto ainda exercia a atividade. “O primeiro livro surgiu daí, pegando o gancho do sucesso que o blog fez na internet”, conta. “Sempre quis escrever um livro sobre isso. Era um desejo que alimentava desde a adolescência, quando comecei a trabalhar com isso”.
Detalhar o cotidiano das ruas para um público desconhecido na tela do computador foi uma “válvula de escape”, como ela afirma. “Quando parei de usar drogas, minha vida social acabou. Percebi que não tinha amigos de verdade. Todos eram drogados e viciados e isso era o único laço que nos unia. O blog foi uma maneira de mostrar que uma garota de programa é uma mulher como outra qualquer, que vive dores e alegrias. A diferença é que cobra”.
Casada desde 2005, quando deixou a prostituição e escreveu a primeira obra, Raquel Pacheco é tratada como uma celebridade. O sucesso do longa Bruna Surfistinha, fez a fama crescer.
Ela diz que foi sua escolha a superexposição. “A fama, depois do filme, no entanto, é algo que até hoje não consigo compreender o porquê”, revela. “Para mim, tudo que aconteceu comigo, toda a minha história de vida, tudo que está ali é algo muito natural”, acrescenta.
Raquel não quer seguir carreira na TV e nem se sente uma celebridade. “Trabalho como DJ. Estou viajando o País desde janeiro e é a isto que vou me dedicar”.
Palco Iguatemi – Hoje, às 19h30, na Livraria Cultura do Iguatemi Brasília. Entrada franca. Os ingressos devem ser retirados na bilheteria, a partir das 12h. Não recomendado para menores de 18 anos.