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Festival das Águas promete movimentar o final de semana

Arquivo Geral

02/06/2011 9h51

Banda Skank (Foto: Divulgação)

Camilla Sanches
camilla.sanches@jornaldebrasilia.com.br

Respeito à natureza, variados estilos musicais e animação. É o que prometem os próximos dias na Concha Acústica, às margens do Lago Paranoá. Aproveitando que o Dia do Meio Ambiente será celebrado dia 5, vários artistas se apresentarão em três palcos na primeira edição do  Festival das Águas, a partir desta quinta a domingo, claro. O objetivo do evento é conscientizar a população sobre a importância da educação ambiental. Para isso, estão previstas atividades ambientais, culturais e esportivas. Nomes como Titãs, Skank, MV Bill, Alceu Valença, Pitty e Jorge Aragão estão entre as atrações.

A questão ambiental, por exemplo, é uma constante na obra de Alceu – que canta sábado –,  desde seu primeiro disco (Molhado de Suor, 1974) e reverbera ao longo da carreira em canções como Dente de Ocidente, Desprezo e Papagaio do Futuro. “Eu era ecologista antes de ser artista. Meu pai tinha terras na minha cidade, em Pernambuco, e nunca permitiu que derrubassem uma árvore ou matassem um passarinho”, conta.

Seu show reúne as vertentes musicais de um artista capaz de reciclar a MPB. Do sertão e do agreste, recria Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro em baiões, xotes e cocos como Vem Morena, Baião e Xote das Meninas. Do agreste para o litoral, o frevo e o maracatu abrem caminho para o Bicho Maluco Beleza desfilar pelas ladeiras de Olinda. “Gosto de tocar em Brasília. Tinha vontade de morar aí. Adoro a cidade, a arquitetura, o povo, a mistura”, observa.

No show de sábado, com Jorge Aragão e Titãs, ele faz apresentação mais contemporânea. “Vou levar outra parte do meu repertório, urbano, porque me divido em três, quatro”, brinca. “Em fevereiro, faço show de Carnaval, Em junho, São João e assim vai. Vou fazer umas cinco ou seis músicas de São João para não deixar o público na vontade”, conta.

Para o carioca Jorge Aragão, tocar em Brasília é um prazer. “E poder colaborar para um evento de uma causa tão justa como esta me deixa mais feliz ainda”, disse ele. O repertório será um apanhado de sua trajetória. “Minha função é levar a alegria do samba. É o que farei.”

A festa continua 

Domingo, a abertura será com MV Bill. Logo após, CPM22, H3, Skank, NX Zero e Ponto de Equilíbrio,  Pitty e Zeca Baleiro sobem ao palco. A programação com artistas de Brasília tem início hoje, às 20h, com Jaime Ernest Dias, Rafael Torres, Duplo Etério (Haroldinho Matos) e Ellen Oléria. Amanhã, a animação fica a cargo dos grupos Barraca Armada, Galinha Preta, Amplitude (Raul Seixas Cover) e Maskavo.

Já no final de semana, o reggae predomina no Festival das Águas. No sábado, às 16h, haverá shows com as bandas 3 e Jah, Surf Sessions e Tim Marley. No último dia, os shows começam às 10h. As bandas The Fingers, Lado A e Som de Bob encerram a festa dos artistas locais, antes dos mineiros do Skank subirem ao palco principal.

Por falar em Skank, Samuel Rosa (guitarra e voz), Henrique Portugal (teclados), Lelo Zaneti (baixo) e Haroldo Ferreti (bateria) têm duas décadas de estrada. Eles comemoram com 5,5 milhões de discos vendidos. Os clássicos É Proibido Fumar, Jackie Tequila, Te Ver não saem da memória. “Será diversão do início ao fim”, diz Portugal.

Os sucessos De Repente e Presença – do trabalho mais recente, Skank Ao Vivo no Mineirão –, integram o repertório. Até o final do ano, o próximo álbum deve ficar pronto. “Será versão comemorativa de O Samba Poconé, de 1996, que faz 15 anos.” Uma versão em espanhol para Garota Nacional e outra em inglês de É Uma Partida de Futebol estão previstas.


Festival das Águas: Semana do Meio Ambiente – 
A partir desta quinta até domingo, na Concha Acústica (Lago Paranoá). Informações: 3532-6900/ 3535-8233. Acesso livre. Classificação livre.

 

Confira a programação completa no site do evento: http://www.festivaldasaguas.com.br/site/programacao.php

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