A Biblioteca Nacional de Brasília (BNB) comemorou nesta segunda-feira (3) três anos. Para festejar a data foram programados vários eventos culturais e educativos, que serão oferecidos gratuitamente à população até sexta-feira (16). As atividades ocorrerão no auditório e na área externa da biblioteca. A abertura oficial das comemorações contou com a presença de autoridades dos governos federal e do Distrito Federal. “A Biblioteca Nacional da capital da República tem muito o que comemorar em seus três anos. Ela já se tornou uma referência indispensável para dar suporte ao pensamento”, destacou o secretário de Cultura do DF, Hamilton Pereira.
A Biblioteca não é apenas um ponto cultural da capital do país, mas também turístico. A Secretaria de Cultura do DF registrou, nesses três anos, 60 mil visitas turísticas ao edifício, que faz parte do Conjunto Cultural da República. O banco de dados da BNB possui 56 mil usuários cadastrados e a página da instituição na internet já recebeu 414 mil visitantes. Apesar de todo o acesso à biblioteca, depois de três anos ainda carece de boa infraestrutura. A promessa de ter uma ilha de edição foi cumprida, porém, a ilha não tem computadores. A biblioteca hoje só dispõe de um espaço para exposição e um espaço infantil, auditório, salas de estudo e espaço virtual.
No evento, foram lançados o Concurso Literário Contos, Crônica e Poesias da I Bienal Brasil do Livro e da Leitura de Brasília e a vitrine de produtos culturais financiados pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC). Esteve presente o reitor da Universidade de Brasília (UnB), José Geraldo de Sousa Junior; o assessor especial do Ministério da Educação (MEC), Carlos Alberto Ribeiro Xavier; os subsecretários do Fomento, Leonardo Hernandes, e de Políticas do Livro e da Leitura, Ivanna Torres.
O secretário de Educação do DF, Denílson Bento da Costa, também participou da cerimônia. “Nossa cidade precisa de mais cultura, mais literatura. E precisa também garantir o acesso da nossa população a esses bens”, declarou Bento da Costa, frisando que a democratização da cultura faz parte da inclusão social. Para explicar a participação do secretário de Educação na solenidade, o titular da Cultura recorreu a referências literárias: “Peguei de Rubem Alves a idéia para compor o pensamento de que a educação e a cultura são anjos de uma asa só. Sozinhas não são nada”, afirmou Hamilton Pereira.
Fonte: Agência Brasília