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‘Sou adulto e pago minhas contas’, diz Medina sobre polêmica do veto a Yasmin Brunet

Ele vem se queixando do COB (Comitê Olímpico do Brasil) por não ter podido levar a mulher ao Japão, mesmo alegando que ela é do staff

Camila Mattoso
FolhaPress

Ainda lamentando o veto de Yasmin Brunet nos Jogos de Tóquio, Gabriel Medina disse neste domingo (25, sábado à noite no Brasil) que a vida tem que seguir.

O surfista afirmou que é adulto, paga as próprias contas e sabe se virar. Ele vem se queixando do COB (Comitê Olímpico do Brasil) por não ter podido levar a mulher ao Japão.

Devido à pandemia de Covid-19, turistas não podem entrar no país, e o credenciamento de delegações para as Olimpíadas foi bastante restrito -por esse motivo, a modelo foi vetada, assim como demais familiares de competidores.

Medina começou a dar entrevistas em junho reclamando da decisão do COB.

Ele venceu nesta manhã a bateria de estreia das Olimpíadas e se classificou para as oitavas de final.

“Sim, né?”, respondeu, questionado se a polêmica estava superada. “Tem que seguir. Como eu falei, meu time esse ano têm sido eu e ela. Por isso eu disse que queria que ela estivesse aqui, porque eu me sinto bem com ela. Mas já pago minhas contas, sou adulto, então, sei me virar também. Mas é isso, o foco é me dar bem aqui, deixá-la mais orgulhosa em casa”, disse.

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No início das reclamações, o COB defendeu a decisão e disse que a questão tinha sido tratada com transparência.

Dirigentes da entidade chegaram a conversar com o atleta, mas a polêmica continuou.

Medina disse não ter sido procurado por ninguém do comitê desde que chegou ao Japão. “Ninguém falou comigo. Vida que segue”, finalizou.

As baterias deste domingo ficarão marcadas na história. Foi a primeira vez que surfistas entraram no mar para competir nas Olimpíadas.
Italo Ferreira foi o primeiro a entrar na água e confirmou o favoritismo ao vencer com um somatório de 12,90 pontos. Ele está nas oitavas de final.

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“Foi bom. Sei que eu consigo surfar mais, mas a bateria foi boa para se adaptar ao mar. No começo, eu não achei nada de onda. Depois, quatro minutos resolveram a bateria. Esse é o ‘beach break’ do Japão, a bateria só acaba quando termina, pode acontecer qualquer coisa”, afirmou Medina.

O surfista teve um total de 12,23 pontos. As oitavas de final vão ocorrer a partir das 19h (de Brasília) deste domingo (25), manhã de segunda (26) no Japão. Os dois estão entre as principais apostas de medalha do Brasil em Tóquio.






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