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Sem empolgar, Argentina vence Paraguai no Mané Garrincha

Com o resultado, a Argentina se garante na próxima fase da competição, mas ainda sem saber em qual colocação ficará

Por Thiago Henrique de Morais
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Não foi desta vez que um dos maiores jogadores da atualidade deixou sua marca no Mané Garrincha. Em sua terceira oportunidade em solo candango, Messi não balançou as redes. Ao menos, ajudou a Argentina a vencer a sua segunda partida na Copa América, desta vez contra o Paraguai. Placar novamente magro, por 1 a 0, assim como ocorrera nas últimas duas vezes que Lionel esteve na cidade.

Com o resultado, a Argentina se garante na próxima fase da competição, mas ainda sem saber em qual colocação ficará. Caso fique em segundo, jogará as quartas de final e uma hipotética semifinal em Brasília. No caso da liderança do Grupo A, irá para Goiânia nas quartas de final.

Na próxima rodada, a Argentina folga – justamente no dia do aniversário de Lionel Messi, quando completará 34 anos. O Paraguai, por sua vez, fica no Distrito Federal para a partida contra o Chile, na quinta-feira, às 21h. Os Hermanos só voltam a campo no dia 28 de junho, às 21h, contra a Bolívia, em Cuiabá.

O jogo

No primeiro tempo, a Argentina foi totalmente dominante. Com um time bem ofensivo, com Agüero, Messi, Di Maria e Papu Gómez, as transições eram rápidas. Porém, em muitas vezes, como de costume na equipe treinada por Lionel Scaloni, o time era desajustado.

A criatividade dava lugar a individualidade. Se nas partidas anteriores havia a Messidependência, com todos querendo passar a bola ao craque do Barcelona, desta vez os jogadores ofensivos tentavam resolver sozinhos.
Nas raras oportunidades em que o apareceu, ou houve o desperdício ou o gol – ainda que anulado. O primeiro foi aos 6 minutos, quando Agüero mostrou um dos motivos da não-renovação com o Manchester City. Recebeu cara a cara com o goleiro Antony Silva e desperdiçou.

Minutos depois, o primeiro gol. Aos 9, Messi fez boa jogada pelo meio, arrancou e passou para Dí Maria, que limpou o defensor e enfiou para Papu Gómez, que saiu para o abraço. Argentina 1 a 0.

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Aos 16 minutos, a melhor oportunidade de Messi no primeiro tempo. Em uma falta frontal, o argentino tirou tinta da trave. Não foi desta vez que ele comemoraria um gol em solo brasiliense. Justo três dias antes de seu aniversário de 34 anos.

A partir daí, o individualismo falou mais alto. Apesar da velocidade nos contra-ataques, Dí Maria e Messi abusavam ao carregar a bola – mesmo com opções de seus companheiros, livres, com possibilidade de arrematar ao gol.

Somente aos 45 minutos do primeiro tempo foi que o toque de bola voltou a chamar a atenção. E resultou no gol. Dí Maria chutou de longe, Messi tentou desviar e o goleiro rebateu. No rebote, cruzamento que o zagueiro Alonso mandou para as próprias redes. Contudo, no primeiro lance, Messi estava impedido e o VAR anulou o que seria o segundo gol argentino na noite.

No segundo tempo, a Argentina perdeu um pouco da posse de bola. Os paraguaios buscavam mais o gol, seja com bolas alçadas na área ou buscando ganhar na velocidade contra a lenta zaga argentina. Só nos quinze primeiros minutos foram quatro oportunidades: três após cobranças de escanteio e uma em cobrança de falta.
Enquanto isto, a Argentina apenas se defendia e trocava passes. Até chegava ao sistema defensivo, mas não conseguia ultrapassar a barreira paraguaia. Nas poucas oportunidades de arrematar, preferia acionar Messi, ainda que o chute a gol fosse a melhor opção.

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O primeiro chute a gol, sem muita emoção, da Argentina, só veio aos 37. Após sobra de defesa, Messi, de muito longe, chutou rasteiro, sem dificuldades para o goleiro paraguaio. Aos 42, Tagliafico fez jogada em velocidade e tocou para Ángel Correa, mas foi desarmado por Arzamendia, dentro da pequena área. Por fim, Messi ainda teve uma chance em cobrança de falta, mas que parou no arqueiro. Um jogo morno, assim como tem sido toda a Copa América.






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