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Premiê britânico interveio par impedir mudança de horário do jogo México-Inglaterra

Primeiro-ministro britânico afirmou ter atuado, junto à Federação Inglesa, para evitar a antecipação da partida das oitavas de final, citando o impacto da altitude na preparação da equipe

Redação Jornal de Brasília

06/07/2026 16h13

Foto: AFP

Foto: AFP

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O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, admitiu nesta segunda-feira (6) ter intervindo para que a Fifa não antecipasse o horário de início da partida de futebol entre México e Inglaterra, disputada no domingo, válida pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.

A possibilidade de uma mudança de horário estava em discussão devido às condições meteorológicas adversas na Cidade do México.

Nesse cenário hipotético, a partida teria começado seis horas antes, mas a Fifa decidiu, por fim, manter o jogo para as 18h00 no horário local (21h00 de Brasília).

“Tivemos que lutar, juntamente com a FA [Federação Inglesa de Futebol], para que a partida voltasse a ser disputada no horário previsto inicialmente”, declarou o chefe do governo trabalhista durante uma recepção em Downing Street.

Segundo a agência britânica de notícias PA, Starmer se opôs à antecipação do início da partida porque isso teria deixado menos tempo para que os jogadores ingleses se aclimatassem à altitude, o que representaria uma vantagem para a seleção mexicana.

O Estádio Azteca está situado a uma altitude de 2.240 metros.

Nessa altitude, o organismo recebe menos oxigênio a cada esforço físico, enquanto a bola se desloca em maior velocidade.

A Inglaterra venceu o México por 3 a 2 ao fim de uma partida muito disputada, garantindo assim sua classificação para as quartas de final.

Devido às más condições climáticas, a partida acabou sendo adiada em uma hora e começou às 19h00 no horário local (22h00 de Brasília).

As declarações de Starmer ocorreram depois que Donald Trump confirmou, nesta segunda-feira, ter telefonado para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para solicitar que fosse revista a aplicação do cartão vermelho ao atacante americano Folarin Balogun, recebido nos 16-avos de final da Copa do Mundo de 2026, para que ele pudesse disputar a partida das oitavas de final contra a Bélgica.

A suspensão do atacante foi revogada pela comissão disciplinar da Fifa, uma decisão sem precedentes que desencadeou uma onda de reações e críticas, intensificada ainda mais após a divulgação da intervenção de Donald Trump.

AFP

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