Menu
Torcida

Ouro em Tóquio, Ana Marcela encerra maratona aquática em quarto e frustra sonho pelo bi olímpico

Desde a metade do percurso, a prova foi dominada pela holandesa Sharon van Rouwendaal, pela australiana Moesha Johnson e pela italiana Ginevra Taddeucci

Redação Jornal de Brasília

08/08/2024 7h29

marathon swimming oly paris 2024

Foto: FRANCK FIFE / AFP

ANDRÉ FONTENELLE
PARIS, FRANÇA (FOLHAPRESS)

Ana Marcela Cunha não conseguiu acompanhar o ritmo das três primeiras colocadas e terminou em um frustrante quarto lugar a maratona aquática dos Jogos de Paris, nesta quinta (8). O ouro ficou com a holandesa Sharon van Rouwendaal, que acelerou no sprint final para garantir a primeira posição.

Desde a metade do percurso, a prova foi dominada pela holandesa Sharon van Rouwendaal, pela australiana Moesha Johnson e pela italiana Ginevra Taddeucci. O pódio foi formado nessa ordem.
A brasileira campeã olímpica em Tóquio ficou no grupo seguinte, junto com a italiana Giulia Gabbrielleschi e a húngara Bettina Fabian. Ana Marcela não escondeu o choro logo após a prova.


Só quero dizer que deixei tudo hoje, do começo ao fim. Eu sabia que estava em quarto, mas saio sorrindo, feliz. Meu choro é porque não sei se vou ter outra possibilidade (de medalha) disse a nadadora.

A outra brasileira na prova, Viviane Jungblut, conseguiu se manter entre as dez primeiras na maior parte da prova, mas perdeu forças na última das seis voltas do percurso e encerrou em 11º.

Nosso objetivo era maior. Mas eu sei que entreguei tudo. Eu tentei, briguei por cada posição e dei meu máximo afirmou Viviane.

Na prática, as nadadoras percorreram uma distância bem maior que os 10 km oficiais. Em alguns pontos do trajeto, para evitar a correnteza mais forte, elas buscavam a margem do rio, chegando a encostar na vegetação da borda e nos bateaux-mouches estacionados.

Depois que o pelotão de nadadoras começou a se dispersar, as toucas azuis das brasileiras se destacaram nas águas do Sena, entre as líderes. Com 6 km de prova, Ana Marcela era a quinta, a 8s6, e Viviane Jungblut a sétima, a 10s8.

Aos poucos, porém, as brasileiras perderam terreno e as chances de medalha começaram a diminuir.


As nadadoras tiveram apenas uma oportunidade de treinar no percurso olímpico, na véspera da prova, em razão da qualidade bacteriológica insuficiente da água do Sena.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado