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Nem ‘número mágico’ é garantia de permanência na Série A em 2023

Nesta edição do Campeonato Brasileiro, é possível o rebaixamento de alguma equipe com os famosos 45 pontos

ANDRÉ MARTINS

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS)

Alcançar os famosos 45 pontos, número considerado “mágico” na crença popular contra o risco do rebaixamento, pode não ser o suficiente no Campeonato Brasileiro de 2023. A atual edição caminha para terminar com uma pontuação alta abrindo o Z4, e cinco times estão na briga para se salvar.

Terminar com 45 pontos, atualmente, significa ter 17% de risco de ser rebaixado -no final de outubro, o valor era 9,7%. O cálculo foi feito pelo Departamento de Matemática da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com base nas pontuações após a 36ª rodada.

O Bahia, primeira equipe na zona da degola, tem 41 pontos. Goiás, Coritiba e América-MG já estão rebaixados.

Vasco, Santos, Cruzeiro e até mesmo o Corinthians seguem ameaçados. Os times em questão têm 42, 43, 45 e 47 pontos, respectivamente -o clube do Parque São Jorge enfrenta meros 0,04% de risco de cair.

O novo “número mágico” virou 48. Fortaleza e Cuiabá, com tal pontuação, não se preocupam mais com o drama do descenso.

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O único ano em que o Brasileirão teve um rebaixado com 45 pontos foi em 2009, com o Coritiba — naquele ano, o Fluminense foi o primeiro a se salvar, com 46. O recorte foi feito a partir de 2006, quando o campeonato passou a ser disputado no formato com 20 times.

Risco de rebaixamento por pontuação

41 pontos: 100%
42: 94,38%
43: 78,09%
44: 49,81%
45: 17,09%
46: 4,03%
47: 0,36%
48: 0%
Risco dos clubes
Bahia: 49,8%
Vasco: 32,6%
Santos: 16,4%
Cruzeiro: 1,1%
Corinthians: 0,04%
Pontuação do primeiro time dentro do Z4 do Brasileirão
2006: 39 pontos (Ponte Preta)
2007: 44 pontos (Corinthians)
2008: 44 pontos (Figueirense)
2009: 45 pontos (Coritiba)
2010: 42 pontos (Vitória)
2011: 41 pontos (Athletico)
2012: 41 pontos (Sport)
2013: 44 pontos (Portuguesa)
2014: 38 pontos (Vitória)
2015: 42 pontos (Avaí)
2016: 43 pontos (Inter)
2017: 43 pontos (Coritiba)
2018: 40 pontos (América-MG)
2019: 36 pontos (Cruzeiro)
2020: 41 pontos (Vasco)
2021: 43 pontos (Grêmio)
2022: 37 pontos (Ceará)

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