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“Minha filha é meu alicerce”, diz jogadora de futebol do Real Brasília

Após 4 meses do nascimento, Luciana já tinha interesse em voltar a jogar, mas ainda tinha receio de não ter mais físico para isso

Redação Jornal de Brasília

12/05/2024 14h18

Foto: Júlio César/Divulgação

Lucas Alarcão e Marcello Hendriks
Jornal de Brasília/Agência de Notícias CEUB

Depois da vitória do sábado (11) contra o Atlético (MG), por 3 a 1, a jogadora Luciana Santos, meio-campista do Real Brasília, de 35 anos de idade, tem muito a comemorar.

Ela é mãe de Ana Luísa, de 9 anos de idade, e garante que transforma seus desafios em felicidade.

“Ser mãe é ter força para buscar além do que podemos imaginar. Pois a minha filha é meu alicerce, é quem me incentiva a dar continuidade na busca incessante dos nossos objetivos juntas”, diz Luciana.

O começo

Aos 22 anos, a atleta descobriu a gravidez, na época ela atuava profissionalmente pelo clube Cresspom.

Ela tomou a decisão de parar de jogar para cuidar dela mesma durante período da maternidade.

“Na época, eu parei pra me cuidar, pois tive medo de não conseguir mais voltar a jogar. Eu acreditava que o meu corpo não ia aguentar mais e além disso minha mente estava voltada só para a maternidade”.
Fora das quatro linhas, a atleta teve que buscar meios de se manter financeiramente. Assim chegou até a trabalhar como bancária, na Caixa.

Além disso contou também com suporte dos seus familiares para ajudá-la.

Após 4 meses do nascimento de sua filha, Luciana já tinha interesse em voltar a jogar, mas ainda tinha receio de não ter mais físico para isso.

Após algumas conversas ela enfim decidiu retornar aos gramados.

De volta aos gramados

Decida a voltar, ela agora precisava de um time para retornar de vez aos gramados, o que foi facilitado por ter boas relações com alguns atletas.

Assim, após o nascimento de sua filha, Luciana voltou para o futebol, desta vez pela Sociedade Esportiva Santa Maria.

Agora ela iria ter um desafio que nunca tinha tido antes, conciliar a maternidade com o futebol, viajar e ficar longe de sua filha.

“Era difícil viajar para jogar e ter que deixar ela, meu coração ficava partido”, diz Luciana.

Contudo, o tempo foi passando e a atleta foi se habituando com a sua “nova rotina”.

Nos treinos

“Minha filha está comigo até nos treinos agora. Só ficamos longe mesmo nas viagens e quando ela está na escola, mas as outras coisas eu consigo estar presente e viver o papel de mãe”, diz a meio-campista.

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