Jornal de Brasília

Informação e Opinião

Torcida

Lucas Verthein se classifica para as quartas de final do remo

Verthein manteve a segunda colocação durante a maior parte da prova, perdendo a vice-liderança apenas na reta final

Foto: Miriam Jeske / COB / Divulgação

FolhaPress

Único representante brasileiro no remo nos Jogos Olímpicos de Tóquio, Lucas Verthein, 23, classificou-se para as quartas de final na categoria skiff simples. Ele foi o terceiro colocado na primeira bateria da noite desta quinta-feira (22) no Brasil, manhã de sexta (23) no Japão.

Verthein manteve a segunda colocação durante a maior parte da prova, perdendo a vice-liderança apenas na reta final para o húngaro Bendegúz Pétervári-Molnár. As quartas de final estão marcadas para o próximo sábado (24). Antes disso, ocorrerá a repescagem do single skiff nesta sexta-feira (23).

Na preparação para as Olimpíadas, o remador acordou todos os dias às 4h para conciliar o treino de atleta de ponta com o trabalho em uma loja de produtos de informática, as corridas de bicicleta para entregar marmitas preparadas por sua mãe no Rio de Janeiro e o curso superior de administração de empresas.

“Neste ano, na reta final de preparação, conversei com o colega com quem eu trabalhava na loja, com a minha mãe, e combinamos que eu focaria apenas o esporte. Quando eu voltar de Tóquio, recomeçamos tudo. Era o momento de me manter concentrado em só um objetivo”, disse Verthein à Folha de S. Paulo.

A reta final começou com a conquista da vaga nos Jogos ao vencer o Pré-Olímpico das Américas, na lagoa Rodrigo de Freitas, na capital fluminense, em março, parte de um ciclo olímpico que, diz Verthein, foi bem além dos cinco anos entre a Rio-2016 e a Olimpíada de Tóquio.

“Eu me preparo para chegar aos Jogos desde que comecei no remo, em 2012. Estar aqui é a coroação de tudo o que queria como atleta. Porque acordar muito cedo, treinar, estudar, trabalhar e fazer entregas te deixa exausto. Mas sabia que tudo aquilo, de alguma forma, acabaria me fazendo bem e me daria uma recompensa no final. Seguir era uma questão psicológica. A mente é muito mais forte do que o cansaço”, afirma.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE






Você pode gostar