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Justiça do DF suspende torcidas organizadas de Brasiliense e Gama por tempo indeterminado

A decisão foi tomada após a confusão envolvendo torcedores membros de organizadas dos dois clubes, no clássico realizado nesta quarta-feira (26)

Por Gabriel de Sousa
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Após a pancadaria entre uma minoria de “torcedores” nas arquibancadas da Arena BRB Mané Garrincha, durante o clássico entre Brasiliense e Gama nesta quarta-feira (26), o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), suspendeu as torcidas organizadas dos dois clubes nos estádios do DF por até cinco anos.

A decisão assinada pelos procuradores Jhemerson Thiago e Felipe Lacerda colocaram em questão as recorrentes brigas entre a Facção Brasiliense e a Ira Jovem, do Gama: “As imagens mostram que a arena de desporto virou uma praça de guerra, essa não é a primeira vez que uma confusão com essa proporção acontece entre as duas equipes, o que demonstra recorrência. A Procuradoria vem desde já requerer que sejam tomadas providências capazes de impedir que a torcida invada o gramado novamente, colocando em risco todos os atletas e demais profissionais que estão em campo”,

O presidente do Tribunal, Vinícius Henrique Bernardes, afirmou ter analisado imagens e vídeos da briga entre torcedores ao longo da partida. Segundo o magistrado, novas ocorrências poderão acarretar em uma multa financeira para as organizadas “Em caso de descumprimento, diante da gravidade dos fatos narrados, ao menos em sede de cognição sumária, entendo necessário estabelecer que o descumprimento desta medida ocasionará a imputação de multa no equivalente a R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais)”, disse.

Foi decidido também que os árbitros da partida e o responsável pela segurança do estádio naquela ocasião, o Tenente Coronel Rafez, da Polícia Militar do DF, deverão prestar esclarecimentos para o TJDFT.
Briga entre torcedores rivais no Mané motivou a suspensão.

As brigas entre “torcedores” das equipes do Gama e do Brasiliense, no clássico local realizado nesta quarta-feira (26), na Arena BRB Mané Garrincha, foi o motivo da decisão judicial que suspendeu a atuação das organizadas dos clubes. Os primeiros atos violentos aconteceram durante o intervalo da partida, quando alguns torcedores das duas equipes começaram uma pancadaria na arquibancada. A Polícia Militar resolveu intervir com bombas de efeito moral e gás de pimenta. O clássico teve o intervalo prorrogado, e só retornou quando a segurança estava atestada.

Quando o cronômetro marcava 35 minutos do segundo tempo, com o placar de 2 a 1 para a equipe do Gama, uma confusão maior aconteceu, quando as torcidas organizadas da Ira Jovem e da Facção Brasiliense, começaram a distribuir socos e pontapés ao longo das cadeiras. Torcedores que foram para o Mané com a única intenção de assistir o clássico, chegaram a ocupar o gramado para tentar se proteger.

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De acordo com a PM, o Batalhão de Choque precisou agir rapidamente para que a situação não evoluísse, com a intenção de garantir a integridade física dos torcedores. As duas torcidas foram retiradas do estádio e escoltadas separadamente. A torcida do Brasiliense foi escoltada até a Ceilândia, e a do Gama foi acompanhada até a Rodoviária. De acordo com a corporação, não houve detidos.

O policiamento juntamente com a equipe alviverde defendiam o fim da partida devido à falta de segurança. Porém, após uma hora de paralisação e a evacuação completa dos torcedores no estádio, o jogo prosseguiu. O Gama fez mais um gol, e no final, o Brasiliense diminuiu, com o jogo terminando 3 a 2 para os gamenses. Mas, apesar da vitória, o saldo terminou negativo para o futebol do Distrito Federal.








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