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Julián Álvarez: o jogador que foi par perfeito do Messi na Copa do Mundo 2022

Arquivo Geral

19/01/2023 0h01

Atualizada 11/12/2024 17h31

Foto: reprodução/FIFA

Era fim do mês de abril do ano de 2011. Marco zero da cascata de clássicos que abalou o futebol espanhol como nunca nos tempos modernos: Santiago Bernabéu. Um ambiente irrespirável.

O Pepe tinha sido expulso, e logo ele, o grande craque de Messi e Mourinho mandando para o inferno o Real Madrid com dois gols no jogo de ida das semifinais da Liga dos Campeões.

No meio daquele clima de guerra, uma criança com fama de quieta assistia aquele tumulto nas arquibancadas.

Era Julián Álvarez, que hoje é tão citado em rodas de conversas de apostadores esportivos de vários sites da internet como o wetten.com e que, naquela época, tinha 11 anos de idade e estava vindo da Argentina a fim de fazer um teste com a seleção.

Desde Pelé em 1958, nenhum jogador de futebol tão novo em idade fez dois gols em uma semifinal.

O atacante do Manchester, no 2° escalão dos melhores atacantes do Catar (4 gols, depois dos cinco de Mbappé e Messi), foi sempre rematado pelo Barça, mas aos 11 anos chegou a fazer em Valdebebas um teste.

Piero Foglia, suposto descobridor do jogador em uma história de versões cruzadas, conheceu Ramón Martínez, chefe da academia do Merengue de juniores, que incentivou Álvares a ir à Espanha para tentar uma chance no Real Madrid.

O pequeno Julián registrou fotos com Higuaín e Di María, e participou de uma competição em Perelada (Girona), acontecimento que confirmou o interesse de muitos pelo jovem atleta. 

O problema é que surgiu uma questão burocrática. O regulamento não permitia a contratação até os 16 anos e ele tinha apenas 11. 

Julián não estava ainda preparado para o desenraizamento para viver em Madrid e continuou em Calchín, sua cidade, embora em categorias superiores. 

E ali continuou, em um povoado agrícola de 3 mil habitantes da província de Córdoba que, hoje, recebe os turistas com uma placa grande em homenagem ao jogador de futebol dizendo: “bem-vindo a Calchín, terra de Julián Álvarez”.

Só faltaram colocar “a terra do Aranha (ou do Aranhazinho)”, já que é dessa forma que todos conhecem esse jovem que sempre falava pouco. 

E o menino foi crescendo, crescendo, até que em 2015 foi incentivado finalmente a tentar o River, que acabaria por ser o seu grande time de formação. 

A chegada de Julián Álvarez aos Millonarios deu até início a um interessante debate a respeito de quem teria aberto as portas da elite para ele, se Piero Foglia ou um recrutador de nome Alfredo Alonso, que exibe como prova a seu favor a primeira nota que pegou em mãos em 2015 do atacante.

Seja quem for que o ajudou a chegar onde chegou hoje e a se tornar o par perfeito que foi para o Messi na Copa do Mundo 2022, desde aqueles momentos na tenra idade, a carreira profissional do futebolista não teria mais freio. 

Graças ao seu bom chute, profundidade e trabalho defensivo, rapidamente Julián progrediu.

Com Marcelo Muñeco Gallardo se firmou e se destacou nos Millonarios marcando 54 vezes em 122 partidas, tendo sido há algum tempo contratado por 21 milhões pelo Manchester City.

Em Manchester, Álvarez mora hoje no centro com a sua companheira, e na cidade estão ainda os dois irmãos (Rafael, 26, e Agustín, 24), que jogam no Abbey Hey, da décima divisão inglesa.

Até a pausa para a Copa do Mundo 2022, Julián havia sido titular apenas três vezes na Premier e havia feito sete gols em todos os jogos.

Na estreia do jogador de futebol na Copa da Libertadores pelo River, no ano de 2019, contra o Porto Alegre, ele conseguiu fazer gol.

Em maio, na Libertadores de 2022, ele até chegou a bater um recorde fazendo nada mais, nada menos que seis gols em apenas uma partida.

E também fez bonito com a seleção dos argentinos em março de 2022, em uma partida contra o Equador; contra o Nottingham Forest, na Premier; contra Copenhaga, na Liga dos Campeões; contra o Chelsea na Taça da Liga Inglesa; e contra a Polônia na Copa do Mundo. Um perfeito caso de um atleta dedicado.

E, se hoje a Argentina pode se dizer tricampeã mundial, é graças a Messi, mas a Julián Álvarez também.

Ele fez parte da equipe, e atuou em muitos momentos com grande protagonismo. Tenha isso ocorrido sendo ele o “par perfeito” de Messi marcando vários gols ao lado do camisa 10 nas partidas, ou ajudando outros jogadores a fazerem o mesmo.

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