Menu
Torcida

F1: Equipes apostam em jovens pilotos

Desde então, ambos os pilotos precisam ceder seu lugar para um novato, não podendo o mesmo titular ficar de fora nas duas vezes

Redação Jornal de Brasília

11/11/2024 11h43

bortoleto

Fotos: Reprodução

Em uma regra que entrou em vigor na temporada de 2022 da Fórmula 1, cada equipe deve usar um piloto novato (com dois ou menos GPs de experiência) em dois TLs 1 durante uma temporada.

Desde então, ambos os pilotos precisam ceder seu lugar para um novato, não podendo o mesmo titular ficar de fora nas duas vezes.

Ao longo desses dois anos, contudo – e até em função do desempenho demonstrado em treino livre obrigatório – as escuderias passaram a observar com mais atenção os jovens talentos, indo além de cumprir a regra da FIA, e dando-lhes oportunidades reais de pilotagem em um Grande Prêmio, via de regra substituindo um titular em uma prova isolada.  

Foi o caso, por exemplo, de Olivier Bearman, que fez sua estreia no início do ano na F1 como substituto de Carlos Sainz (diagnosticado com apendicite), na Arábia Saudita, e que correrá em tempo integral pela Haas em 2025. 

A configuração que se desenha para o próximo grid é o reflexo mais contundente dessa tendência. 

No ano que vem, a Fórmula 1 terá uma das suas maiores mudanças  dos últimos tempos em uma temporada. 

Isso porque – pelo menos até agora – serão quatro novos jovens pilotos disputando o campeonato na condição de titular. 

Além de Gabriel Bortoleto – anunciado pela Sauber – e de Oliver Bearman, o grid contará com Jack Doohan, na Alpine; e Andrea Kimi Antonelli, na Mercedes. Correndo por fora, ainda aparece o nome de Franco Colapinto, que substituiu Ricciardo na RB e é um forte candidato a ocupar uma vaga como titular no ano que vem.

O mais jovem piloto da história da F1 é um ”velho” conhecido 

A promoção de pilotos jovens para a categoria máxima do automobilismo não chega a ser uma novidade, ainda que não com a mesma profusão que veremos em 2025, onde 20% do grid será composto por novatos.

Um fato curioso, e talvez desconhecido da maioria dos fãs, é que o recorde de “piloto mais jovem na F1 a largar em um GP” é de um agora assíduo frequentador de pódios e admirado por sua excelência em pilotagem.

Trata-se de Max Verstappen. O experiente titular da Red Bull, que caminha para o tetracampeonato na atual temporada, tinha apenas 17 anos e 165 dias de idade quando fez sua estreia no Grande Prêmio da Austrália de 2015. 

A F1 nunca tinha visto nada parecido, pois, quando sua escalação para a Toro Rosso foi anunciada, Verstappen tinha só 16 anos, o que significa que ele ainda não podia dirigir legalmente. 

Isso fez com que a FIA introduzisse imediatamente uma regra estabelecendo que os futuros pilotos de F1 deveriam ter pelo menos 18 anos de idade, além de precisar ter passado pelo menos duas temporadas em corridas juniores antes de chegar à categoria principal, já que Verstappen havia passado apenas um ano na F3.  

Outro exemplo é ninguém menos que o rival direto do holandês na busca pelo título de 2024: o vice-líder do campeonato, Lando Norris.

O britânico entrou para a academia da McLaren em 2017 e, desde o início, ficou claro que ele estava sendo preparado para uma futura vaga na F1, já que no final daquele ano se tornou o piloto reserva oficial da equipe. 

Em setembro de 2018, antes do término de sua campanha na F2, ele foi anunciado como piloto da F1 pela McLaren para a temporada de 2019, como parte de uma formação totalmente nova para a equipe, ao lado de Carlos Sainz. 

A estreia de Norris foi no GP da Austrália de 2019, o que, na época, fez dele o terceiro piloto mais jovem a iniciar uma corrida de F1, com 19 anos e 123 dias.

Com as confirmações para o grid de 2025 misturando de forma consistente a experiência e a juventude, há quem aposte que o campeonato vai ficar mais competitivo, imprevisível e, por isso mesmo, muito mais emocionante. 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado