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Clubes ingleses oficializam saída do projeto da Superliga Europeia

Desde o anúncio, as equipes vêm sendo alvos de constantes críticas pelo sistema adotado pelo torneio e pela forma como foi criado, à margem da Uefa, maior detratora da competição

Arsenal’s German-born Bosnian defender Sead Kolasinac (R) pulls away from Manchester City’s Algerian midfielder Riyad Mahrez during the English League Cup quarter final football match between Arsenal and Manchester City at the Emirates Stadium, in London on December 22, 2020. (Photo by Adrian DENNIS / AFP) / RESTRICTED TO EDITORIAL USE. No use with unauthorized audio, video, data, fixture lists, club/league logos or ‘live’ services. Online in-match use limited to 120 images. An additional 40 images may be used in extra time. No video emulation. Social media in-match use limited to 120 images. An additional 40 images may be used in extra time. No use in betting publications, games or single club/league/player publications. /

Apenas dois dias após o seu anúncio, a controversa Superliga Europeia pode ter chegado ao fim nesta terça-feira, com a saída coletiva dos seis clubes ingleses. Manchester City, o primeiro a anunciar que deixou a polêmica competição, foi seguido por Manchester United, Liverpool, Arsenal e Tottenham.

O City puxou a fila ao fazer breve publicação nas redes sociais no início da noite, pelo horário local. “O Manchester City Football Club confirma que promulgou formalmente os procedimentos para se retirar do grupo que desenvolve os planos para a criação da Superliga Europeia”, anunciou.

Os clubes ingleses estavam entre os 12 clubes fundadores que anunciaram a criação do novo torneio no domingo. Desde o anúncio, as equipes vêm sendo alvos de constantes críticas pelo sistema adotado pelo torneio e pela forma como foi criado, à margem da Uefa, maior detratora da competição.

O maior ataque de jornalistas, comentaristas e torcedores é o formato adotado, com a participação fixa de 15 times, os fundadores, sem qualquer possibilidade de rebaixamento ou acesso O formato de “clube fechado” foi atacado até mesmo pelo próprio técnico do City, Pep Guardiola.

“Esporte não é esporte quando a relação entre esforço e recompensa não existe. Não é um esporte se o sucesso está garantido ou se não importa quando você perde. Já disse muitas vezes que quero uma ‘Premier League’ (Campeonato Inglês) de sucesso, não apenas um time no topo”, afirmou Guardiola, nesta terça, em comparação com a competição nacional.

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A saída do City foi comemorada pelo presidente da Uefa, Aleksander Ceferin. “Estou muito feliz por dar as boas-vindas de volta ao City em nome da família do futebol europeu”, declarou. “Eles mostraram muita inteligência em ouvir as muitas vozes – principalmente dos seus torcedores – que expuseram os benefícios vitais do nosso atual sistema para todos do futebol europeu.”

A forte e rápida repercussão negativa do lançamento do torneio fez Manchester United, Liverpool, Arsenal e Tottenham tomarem o mesmo caminho do City. Eles soltaram um comunicado juntos, nas redes sociais. O Chelsea não oficializou, mas deve fazer o mesmo, de acordo com a imprensa britânica.

Atlético de Madrid, Barcelona e Real Madrid, da Espanha, e Inter de Milão, Juventus e Milan, da Itália, ainda continuam na Superliga. Mas, segundo a imprensa europeia, o Milan já teria decidido sair.

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