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“Atletismo é a minha carreira”: entidade promove esportes de alto rendimento para pessoas com deficiência

Andrea Glaucy Raulino tem muito orgulho de conseguir transformar a vida e a carreira de pessoas com deficiência por meio do esporte

Redação Jornal de Brasília

09/04/2024 9h35

Professora Andrea, Ian Stuckert e Priscilla Rodrigues no centro da imagem. Foto: Arquivo pessoal

Por Maria Beatriz Giusti e Sophia Santos
Agência de Notícias CEUB

Faça sol ou faça chuva, a equipe de atletismo da Associação de Pais e Amigos Especiais do Distrito Federal (Apae-DF) fica pronta para treinar em qualquer situação.

Professora de educação física e atleta, Andrea Glaucy Raulino tem muito orgulho de conseguir transformar a vida e a carreira de pessoas com deficiência por meio do esporte.

“Eu mostrei para a diretoria que eles poderiam ser atletas e ganhar dinheiro ao mesmo tempo”, testemunha Andrea.


Quando a professora foi convidada para trabalhar na Apae em 2001, sem nunca ter atuado com pessoas com deficiência, ela não imaginava os desafios que estariam por vir.

“Eu sempre quis criar um projeto de atletismo, mas nunca tinha trabalhado com deficientes, então, foi uma experiência muito desafiadora para mim”, diz a atleta.


Ela explica que teve que mudar seu método de ensino, pois tudo que poderia ensinar da maneira mais fácil e simples, para os alunos com deficiência ainda era muito difícil.

“É preciso muita paciência e sabedoria para trabalhar com eles, eu tive que entender que cada um tem seu tempo. Foi com esse pensamento que eu consegui desenvolver o projeto”, expõe Andrea.

Visibilidade


Depois que o grupo de esportes da Apae ganhou mais visibilidade, a professora viu a possibilidade de transformar o esporte em uma profissão para os alunos.

Priscilla Rodrigues, de 26 anos, pratica o atletismo há seis anos e conseguiu duas bolsas atletas, uma do Ministério dos Esportes e outra do Instituto Federal.

É a primeira do ranking do 100m, 200m, 400m e 800m, além de ser recordista brasileira do 200m e do 800m.

Internacional


O grupo já participou de campeonatos mundiais e nacionais. Ian Stuckert, de 27 anos, foi um dos atletas que viajou até a Turquia no último mês para o Campeonato Mundial Trisomie 21, uma competição que reúne os melhores do mundo do esporte com Síndrome de Down.

“Atletismo é a minha carreira. É bom fazer o que ama, mas é um trabalho muito difícil”, desabafa o atleta.

Equipe de atletismo da professora Andrea. Foto: Arquivo pessoal

Construção


No início a equipe enfrentou dificuldades financeiras para estruturar o projeto. A professora junto com os alunos construíram os materiais necessários para a prática do esporte.

“Era interessante você ter essa construção, era muito bom, porque você construia junto com eles. Mas eu precisava de um material específico, porque o objetivo é o alto rendimento”, lamenta Andrea.

A Apae conseguiu o financiamento e convênios com academias e centros de esporte após o reconhecimento.

“É muito importante a gente ter pessoas que nos ajudem, porque sem eles não tem como a gente desenvolver este projeto para o alto rendimento”.


A visibilidade e a divulgação nacional que os atletas da Apae-DF recebem, funciona como um incentivo e motivação para os outros alunos.

Segundo a professora, os atletas são muito admirados por estarem representando a associação, o Distrito Federal e o Brasil como um todo.

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