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Amaral revela que vendeu medalha olímpica por mais de R$ 20 mil

“Tem um colecionador, não posso revelar o nome dele, [que] falou para mim: ‘Eu compro camisa, o que você tem para vender?'”, contou

Foto: AFP

FolhaPress

Embora muitas pessoas imaginem que uma medalha olímpica é uma lembrança que deve ser guardada com orgulho para o resto da vida, nem todos os atletas têm o mesmo entendimento. O ex-jogador Amaral, 48, revelou que vendeu por mais de R$ 20 mil a medalha de bronze que recebeu nas Olimpíadas de Atlanta em 1996. A revelação foi feita durante entrevista ao programa UOL News Olimpíadas 2020, do UOL, que tem participação acionária minoritária e indireta da Folha. No bate-papo, ele contou que foi procurado por um colecionador e acabou se desfazendo do item.

“Tem um colecionador, não posso revelar o nome dele, [que] falou para mim: ‘Eu compro camisa, o que você tem para vender?'”, contou. Ao saber do interesse dele, Amaral acabou oferecendo outras relíquias. “Eu tenho troféu de Campeonato Brasileiro, Copa Itália e tem uma medalha olímpica que eu ganhei em Atlanta”, listou.

Foi então que ocorreu a negociação sobre a medalha. “Manda foto para eu ver o estado da medalha”, pediu o colecionador. “Eu mandei para ele e ele falou: ‘Está bonita pra caramba!’. Até passei um limãozinho nela para deixar brilhando. Ele falou: ‘Eu te dou tanto’. É acima de R$ 20 mil, não vou falar o restante.”

O ex-jogador da seleção brasileira explicou que não tem carinho especial por itens como esse. “Eu fui um cara que nunca fui apegado, porque quem vive de história é museu”, afirmou. “Eu já conquistei mesmo, entendeu? Todo mundo sabe que eu ganhei a medalha de bronze, então ela não precisa estar comigo na minha casa.”

Amaral disse ainda que a venda serviu para colocar as contas em dia. “A gente não pode revelar o preço, mas deu para pagar conta”, disse. “É a mesma coisa, se você pegar um dinheiro emprestado no banco, você vai ter que pagar o banco, então é mais fácil você se desfazer dos seus investimentos. A medalha foi um investimento.” “Eu não sabia que iria valer tanto”, confessou. “Se eu fosse vender hoje era em euro, naquela época não era em euro. Vendi sunga, camisa… A gente vende tudo! A sunga foi mais baratinha, foi R$ 1 mil (risos).”

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