Na próxima novela das seis, de Walcyr Carrasco, Eduardo Moscovis será um viúvo criador de rosas. “Ele perde a mulher no começo da novela e vira uma figura triste, opaca, fechado para o mundo e sem esperança”, conta. “A idéia é que a personagem da Priscila Fantin se pareça com a ex-mulher dele. Isso faz com que ele se surpreenda e ela será a responsável pelo desabrochar dele. A Flávia Alessandra vai trabalhar na casa dele, se fazendo de solícita, mas deve ser uma espécie de vilã”.
O ator diz que até está cansado por causa do ritmo das gravações de Senhora do Destino. “Mas a gente só começa a gravar a nova em abril e ela só entra no ar em junho, em outro horário; além disso, novela das seis é mais curta”, justifica.
Com Walcyr Carrasco, Eduardo fez um de seus maiores sucessos, O Cravo e a Rosa (2000), que resgatava a história de A Megera Domada. Barbudão, estilo Família Buscapé, Du era Petruchio e Adriana Esteves, a megera Catarina. “Minha experiência com o Walcyr foi muito feliz”, recorda ele.
Para Eduardo, qualquer que seja o final escolhido pelo autor Aguinaldo Silva para Reginaldo, será pertinente. “Se ele for preso, assassinado ou até traído pela Vivi, vai me deixar confortável. O Aguinaldo fez uma novela que se propunha a discutir um seqüestro e no capítulo 100 já tinha resolvido isso e as coisas continuaram a acontecer. E não foram coisas mirabolantes, a gente não força a barra para falar o texto. Ele fez um folhetim muito bem-contado”
O acidente de Eduardo não foi o primeiro incidente entre o elenco da novela das oito. Myrian Pires, a cozinheira Clementina, morreu em setembro. Raul Cortez, o Barão de Bonsucesso, saiu por conta de um câncer no intestino. “Tudo isso deu uma baqueada no elenco e sobrecarregou os atores que assumiram a função dos outros. Mas com a organização do Aguinaldo, não houve um atraso de capítulo”.