Na primeira noite do BMF, a principal atração, a cantora canadense Alanis Morissete, não surpreendeu o público. Fez um show frio, sem muita empolgação.
Antes de subir ao palco, o telão foi desligado por conta de questões contratuais com a cantora – que só foi ligado na última música –, o que atrapalhou e impossibilitou quem estava mais distante do palco, acompanhar o show.
A abertura do show foi com Would Not Come, mas o público pareceu se animar mesmo quando ela começou a cantar o repertório de seu primeiro CD, Jagged Little Pill, que lançou a cantora no cenário internacional em 1995.
Nos momentos em que ela tocava sua gaita, ao invés de cantar, era quando o público realmente vibrava.
Com mais de 40 milhões de discos vendidos, Alanis foi muito esperada, aplaudida e só. Fez um show fraco, sem emoção. Impressionou, é verdade, quando a beldade entrou no palco, tocando sua gaita, sacudindo o corpo e pulando de um lado ao outro, sem chegar perto da rampa que levava ao gargarejo da ala vip.
Ela errou quando priorizou músicas lentas de seu repertório, em vez de tocar apenas canções agitadas. Resultado: antes do show da canadense terminar, o público já estava disperso, sentado no gramado, esperando para ir embora.