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Futebol invade o cinema

Arquivo Geral

29/05/2004 0h00

O cinema brasileiro redescobre sua paixão pelo futebol em quatro grandes produções de diretores de renome. Bruno Barreto, Aníbal Massaíni Neto, Ugo Giorgetti e Milton Alencar Jr. levam à telona, ainda este ano, seus respectivos longas-metragens que abordam diferentes facetas e personalidades do esporte.

O primeiro filme dessa safra a ser concluído é a aguardada cinebiografia do rei do futebol, Edson Arantes do Nascimento, documentada no filme Pelé Eterno, cuja estréia será no dia 25 de junho. Ainda sem previsão para entrar em circuito cinematográfico segue o projeto em pré-produção Boleiros 2, de Ugo Giorgetti e os trabalhos de Garrincha, A Estrela Solitária (de Milton Alencar, sobre a vida do craque botafoguense de pernas tortas) e O Casamento de Romeu & Julieta – romance inspirado no texto de Palmeiras, Um Caso de Amor, do cronista Mário Prata.

O casamento cinema-futebol não é de hoje, mas, como analisa o cieneasta paulista Ugo Giorgetti, nunca será repetitivo discutir o esporte principal do povo brasileiro na telona. “Esse tema nunca estará esgotado, apesar do recente interesse pelo futebol”, diz. Pelo contrário, Giorgetti acredita que o assunto ainda é muito escasso. “Se colocado em proporção à relevância do tema para o brasileiro, não existem muitos títulos”, acrescenta.

BoleirosUma vez palmeirense e hoje torcedor negligente, Giorgetti dá seqüência a Boleiros – longa de 1998, que narrava histórias da “pelota” a partir de uma conversa de bar – com uma ácida crítica à nova fase do futebol brasileiro. “O primeiro filme tratou mais do futebol romântico, com as referências à época de ouro do esporte. Aproveito agora para falar desse futebol descaracterizado”, antecipa Giorgetti com todo o desapontamento que nutre pelo futebol desde o início do novo século.

A trama de Boleiros 2 aproveita o mesmo cenário da mesa de bar para abrir nova discussão sobre o tema: “O filme discute essa coisa dos jogadores cercados por advogados, seguranças e patrocinadores e os técnicos como as novas vedetes do futebol brasileiro”, acrescenta Giorgetti.

Em conversa com o Jornal de Brasília, Aníbal Massaíni – que trabalha na produção de Pelé Eterno há mais de 20 anos, desde que foi concebida a idéia – não sustenta a hipótese de que o futebol brasileiro está sem identidade própria (como definira Giorgetti) e destaca o rei Pelé como insuperável. “Concordo que a seleção não anda muito bem, mas o futebol brasileiro não perdeu seu glamour”, diz o cineasta palmeirense, amigo do ex-jogador santista há quatro décadas.

Outro ícone do futebol-arte da seleção canarinho, também tem sua vida explorada nos cinemas pela lente do diretor carioca Milton Alencar, que lança em setembro Garrincha, A Estrela Solitária. Milton acredita que o interesse de tantos pela abordagem do futebol no cinema seja uma feliz coincidência. “Existe um estigma de que filme de futebol não dá dinheiro”, destaca o diretor. “Mas essa é a paixão do povo. E fiz esse filme não só por causa do cinema ou do Garrincha, mas porque me considero um dos 140 milhões de técnicos brasileiros”, brinca.

FicçãoGarrincha… é uma ficção que narra a partir de flashbacks a história do craque botafoguense Manuel Francisco dos Santos, a figura principal do alvinegro carioca. Na telona, Mané Garrincha será representado pelo ator André Gonçalves. Inspirado na obra homônima de Ruy Castro, o flamenguista Milton escalou ainda Taís Araújo para o papel da cantora Elza Soares, viúva de Garrincha.

O quarto filme da série de “felizes coincidências” do cinema brasileiro, O Casamento de Romeu & Julieta é outra ficção que reúne um elenco global para traduzir na tela um romance literário. O filme de Bruno Barreto, baseado no livro-conto Palmeiras, Um Caso de Amor, de Mário Prata, é uma comédia romântica que passeia pela paixão à primeira vista de um corintiano lunático por uma palmeirense fanática. No elenco, figuram Taumaturgo Ferreira, como o torcedor da Fiel, que vira a casaca para conquistar o coração da torcedora alviverde interpretada por Luana Piovani.

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    Arquivo Geral

    29/05/2004 0h00

    O cinema brasileiro redescobre sua paixão pelo futebol em quatro grandes produções de diretores de renome. Bruno Barreto, Aníbal Massaíni Neto, Ugo Giorgetti e Milton Alencar Jr. levam à telona, ainda este ano, seus respectivos longas-metragens que abordam diferentes facetas e personalidades do esporte.

    O primeiro filme dessa safra a ser concluído é a aguardada cinebiografia do rei do futebol, Edson Arantes do Nascimento, documentada no filme Pelé Eterno, cuja estréia será no dia 25 de junho. Ainda sem previsão para entrar em circuito cinematográfico segue o projeto em pré-produção Boleiros 2, de Ugo Giorgetti e os trabalhos de Garrincha, A Estrela Solitária (de Milton Alencar, sobre a vida do craque botafoguense de pernas tortas) e O Casamento de Romeu & Julieta – romance inspirado no texto de Palmeiras, Um Caso de Amor, do cronista Mário Prata.

    O casamento cinema-futebol não é de hoje, mas, como analisa o cieneasta paulista Ugo Giorgetti, nunca será repetitivo discutir o esporte principal do povo brasileiro na telona. “Esse tema nunca estará esgotado, apesar do recente interesse pelo futebol”, diz. Pelo contrário, Giorgetti acredita que o assunto ainda é muito escasso. “Se colocado em proporção à relevância do tema para o brasileiro, não existem muitos títulos”, acrescenta.

    BoleirosUma vez palmeirense e hoje torcedor negligente, Giorgetti dá seqüência a Boleiros – longa de 1998, que narrava histórias da “pelota” a partir de uma conversa de bar – com uma ácida crítica à nova fase do futebol brasileiro. “O primeiro filme tratou mais do futebol romântico, com as referências à época de ouro do esporte. Aproveito agora para falar desse futebol descaracterizado”, antecipa Giorgetti com todo o desapontamento que nutre pelo futebol desde o início do novo século.

    A trama de Boleiros 2 aproveita o mesmo cenário da mesa de bar para abrir nova discussão sobre o tema: “O filme discute essa coisa dos jogadores cercados por advogados, seguranças e patrocinadores e os técnicos como as novas vedetes do futebol brasileiro”, acrescenta Giorgetti.

    Em conversa com o Jornal de Brasília, Aníbal Massaíni – que trabalha na produção de Pelé Eterno há mais de 20 anos, desde que foi concebida a idéia – não sustenta a hipótese de que o futebol brasileiro está sem identidade própria (como definira Giorgetti) e destaca o rei Pelé como insuperável. “Concordo que a seleção não anda muito bem, mas o futebol brasileiro não perdeu seu glamour”, diz o cineasta palmeirense, amigo do ex-jogador santista há quatro décadas.

    Outro ícone do futebol-arte da seleção canarinho, também tem sua vida explorada nos cinemas pela lente do diretor carioca Milton Alencar, que lança em setembro Garrincha, A Estrela Solitária. Milton acredita que o interesse de tantos pela abordagem do futebol no cinema seja uma feliz coincidência. “Existe um estigma de que filme de futebol não dá dinheiro”, destaca o diretor. “Mas essa é a paixão do povo. E fiz esse filme não só por causa do cinema ou do Garrincha, mas porque me considero um dos 140 milhões de técnicos brasileiros”, brinca.

    FicçãoGarrincha… é uma ficção que narra a partir de flashbacks a história do craque botafoguense Manuel Francisco dos Santos, a figura principal do alvinegro carioca. Na telona, Mané Garrincha será representado pelo ator André Gonçalves. Inspirado na obra homônima de Ruy Castro, o flamenguista Milton escalou ainda Taís Araújo para o papel da cantora Elza Soares, viúva de Garrincha.

    O quarto filme da série de “felizes coincidências” do cinema brasileiro, O Casamento de Romeu & Julieta é outra ficção que reúne um elenco global para traduzir na tela um romance literário. O filme de Bruno Barreto, baseado no livro-conto Palmeiras, Um Caso de Amor, de Mário Prata, é uma comédia romântica que passeia pela paixão à primeira vista de um corintiano lunático por uma palmeirense fanática. No elenco, figuram Taumaturgo Ferreira, como o torcedor da Fiel, que vira a casaca para conquistar o coração da torcedora alviverde interpretada por Luana Piovani.

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