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Emissoras apostam em drama de época

Arquivo Geral

16/09/2003 0h00

Figurinos requintados, cidades cenográficas suntuosas, atmosfera de romantismo. São elementos que atraem o público para as tramas de época.

Mas, para os autores, representam também uma alternativa às limitações de produções contemporâneas, ambientadas notadamente nos grandes centros urbanos. Estas são afetadas, entre outros aspectos, pelo afunilamento progressivo das questões sociais que possam ser abordadas de maneira adequada. “As novelas de época podem ser, sim, uma fuga à realidade, como eu quis fazer em Força de um Desejo”, admite Gilberto Braga, autor de clássicos como Escrava Isaura.

Em novelas como Mulheres Apaixonadas, de Manoel Carlos, por exemplo, observam-se algumas das limitações das novelas atuais. Temas como a virgindade ou a sedução de um padre já não despertam o interesse do público. Chegam a ser motivo de piada.

Por outro lado, a exploração da violência é cada vez mais crua, chegando ao limite entre chocar o telespectador e banalizar a situação. Diante desse quadro, as novelas de época ganham nova força. “Gosto de aprender a olhar o mundo com a cabeça do passado”, entende Walcyr Carrasco, autor de Chocolate Com Pimenta, sua quinta novela de época – desde que escreveu Xica da Silva, exibida na extinta Manchete em 96.

Se, nos últimos anos, a Globo tem apostado muitas fichas nas tramas de época, na década de 80 a Manchete foi a emissora que mais investiu no gênero. Tramas como Dona Beija, Marquesa de Santos e Kananga do Japão, todas de Wilson Aguiar Filho, tornaram-se sucesso de público com produções de alto nível. Já a Globo não apostava nesse tipo de trama como fazia até a década de 70.

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    Arquivo Geral

    16/09/2003 0h00

    Figurinos requintados, cidades cenográficas suntuosas, atmosfera de romantismo. São elementos que atraem o público para as tramas de época.

    Mas, para os autores, representam também uma alternativa às limitações de produções contemporâneas, ambientadas notadamente nos grandes centros urbanos. Estas são afetadas, entre outros aspectos, pelo afunilamento progressivo das questões sociais que possam ser abordadas de maneira adequada. “As novelas de época podem ser, sim, uma fuga à realidade, como eu quis fazer em Força de um Desejo”, admite Gilberto Braga, autor de clássicos como Escrava Isaura.

    Em novelas como Mulheres Apaixonadas, de Manoel Carlos, por exemplo, observam-se algumas das limitações das novelas atuais. Temas como a virgindade ou a sedução de um padre já não despertam o interesse do público. Chegam a ser motivo de piada.

    Por outro lado, a exploração da violência é cada vez mais crua, chegando ao limite entre chocar o telespectador e banalizar a situação. Diante desse quadro, as novelas de época ganham nova força. “Gosto de aprender a olhar o mundo com a cabeça do passado”, entende Walcyr Carrasco, autor de Chocolate Com Pimenta, sua quinta novela de época – desde que escreveu Xica da Silva, exibida na extinta Manchete em 96.

    Se, nos últimos anos, a Globo tem apostado muitas fichas nas tramas de época, na década de 80 a Manchete foi a emissora que mais investiu no gênero. Tramas como Dona Beija, Marquesa de Santos e Kananga do Japão, todas de Wilson Aguiar Filho, tornaram-se sucesso de público com produções de alto nível. Já a Globo não apostava nesse tipo de trama como fazia até a década de 70.

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