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Dores humanas em movimento

Arquivo Geral

21/05/2004 0h00

Pela primeira vez em Taguatinga, os espetáculos Retratos, Cidades e Vertigem, do premiado coreógrafo brasiliense Giovane Aguiar, estão em cartaz a partir de hoje na sala Yara Amaral, do Sesi de Taguatinga, com entrada franca. As apresentações acontecem hoje, amanhã, domingo e nos dias 28, 29 e 30 de maio, sempre às 20h. Retratos será apresentado às sextas-feiras (21 e 28), Cidades e Vertigem aos sábados e domingos (22, 23, 29 e 30).

“Todo o retrato pintado com sentimento é um retrato do artista e não do modelo”. Essa frase, do polêmico escritor Oscar Wilde, serviu de inspiração para o espetáculo Retratos. A primeira montagem dessa peça, que começou a ser concebida no ano de 1993, foi na sala Martins Penna do Teatro Nacional, em 1998. Depois disso, o espetáculo foi apresentado em Portugal, Espanha, Venezuela, Argentina, Uruguai e Chile. Retratos é uma coletânea de oito solos, em que são homenageados amigos e pessoas queridas do coreógrafo, entre elas, sua filha Lana, de 12 anos. “São temas com os quais o público se identifica muito. Por exemplo, no solo Daise, eu procuro mostrar uma mulher dividida entre a razão e a emoção, entre a decisão de escolher por fazer um concurso público ou seguir um grande amor”, conta Giovane Aguiar.

Em Cidades, o coreógrafo mostra a solidão das pessoas quando estão em casa. O cenário é um apartamento e, durante o espetáculo, slides das ruas de Brasília nos anos 70 mostram o clima de isolamento das pessoas. “Brasília é a única cidade que eu conheço onde as pessoas são separadas pelo verde. Se você quer ir na casa de uma pessoa, tem de pegar o carro e atravessar vários espaços verdes para chegar lá”, observou Giovane.

A violência urbana é encenada no espetáculo Vertigem. Dois episódios trágicos que marcaram os brasileiros estão nesse trabalho, o mais recente de Giovane. A morte do índio Galdino, em Brasília, e o seqüestro do ônibus 174, no Rio.

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    “Todo o retrato pintado com sentimento é um retrato do artista e não do modelo”. Essa frase, do polêmico escritor Oscar Wilde, serviu de inspiração para o espetáculo Retratos. A primeira montagem dessa peça, que começou a ser concebida no ano de 1993, foi na sala Martins Penna do Teatro Nacional, em 1998. Depois disso, o espetáculo foi apresentado em Portugal, Espanha, Venezuela, Argentina, Uruguai e Chile. Retratos é uma coletânea de oito solos, em que são homenageados amigos e pessoas queridas do coreógrafo, entre elas, sua filha Lana, de 12 anos. “São temas com os quais o público se identifica muito. Por exemplo, no solo Daise, eu procuro mostrar uma mulher dividida entre a razão e a emoção, entre a decisão de escolher por fazer um concurso público ou seguir um grande amor”, conta Giovane Aguiar.

    Em Cidades, o coreógrafo mostra a solidão das pessoas quando estão em casa. O cenário é um apartamento e, durante o espetáculo, slides das ruas de Brasília nos anos 70 mostram o clima de isolamento das pessoas. “Brasília é a única cidade que eu conheço onde as pessoas são separadas pelo verde. Se você quer ir na casa de uma pessoa, tem de pegar o carro e atravessar vários espaços verdes para chegar lá”, observou Giovane.

    A violência urbana é encenada no espetáculo Vertigem. Dois episódios trágicos que marcaram os brasileiros estão nesse trabalho, o mais recente de Giovane. A morte do índio Galdino, em Brasília, e o seqüestro do ônibus 174, no Rio.

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