Os preparativos do Brasília Music Festival contam não só com a mão-de-obra de operários na edificação do palco e das estruturas metálicas, mas também com uma ajuda especial de uma decoradora e de um terapeuta holístico. Eles trabalham há quase três semanas para decorar os camarins dos artistas no Autódromo Nelson Piquet.
Ingrid Fenselau e Hermes Neme estudaram a aura e a numerologia de cada uma das atrações do festival para conseguir uma ambientação equilibrada para a área onde os artistas ficarão antes das apresentações.
“O nosso trabalho visa manter um equilíbrio energético entre os artistas, que são normalmente pessoas muito agitadas e de ego sensível”, explica Ingrid. “Além disso, Brasília é uma cidade mística, tem um movimento holístico forte e queríamos passar esse clima para os artistas”, conclui.
Cristais, mandalas e cores devidamente escolhidas serão os elementos usados na decoração. Os camarins ficarão à esquerda do palco principal, num prédio que está sendo construído somente para isso. A edificação é dividida em 12 partes. Uma delas será o espaço usado pelas camareiras, figurinistas e passadeiras de todos os artistas. Os outros 11 abrigarão cada um dos artistas.
O centro do prédio foi feito para ser um local de confraternização entre as estrelas. Como uma praça de convivência. Lá, estará o QG do chefe Dudu Camargo, responsável pela alimentação dos camarins. Ao fundo, uma parede de vidro com água escorrendo será construída. “Inconscientemente, a água dá a todos os seres humanos a idéia do útero materno, de bem-estar, de conforto. É assim que queremos que eles se sintam”, afirma Ingrid. “E ainda tem a função de limpeza energética que a água exerce”, diz a decoradora.
Todos os móveis serão brancos. O colorido em cada um dos camarins ficará a cargo das mandalas (em cada porta haverá uma) e de uma das paredes, que será pintada de acordo com o estudo da aura desenvolvido por Hermes Neme.
“Fiz o estudo usando as fotos dos artistas”, conta Neme. “As cores que predominaram são azul, violeta, verde, amarelo e laranja”, revela.
Para complementar a decoração, flores tropicais serão espalhadas por toda a área dos camarins. “O contato com a natureza é fundamental nesse tipo de ambiente. Escolhemos plantas tipicamente brasileiras para que os artistas internacionais conheçam um pouco mais do nosso país”, conta Ingrid.
E ainda tem mais um detalhe: visto de cima, o prédio dos camarins representará uma mandala completa, com todas as cores. “É o simbolismo da união dos povos e da paz mundial”, diz o esotérico Neme.