fbpx
Siga o Jornal de Brasília

Promoções

De volta às origens literárias

Avatar

Publicado

em

PUBLICIDADE

Aquela velha teoria de que à medida que fossem sendo criados novos meios, esses acabariam sendo substituídos pelos mais novos, há muito já foi por água abaixo. O rádio, por exemplo, não substituiu os livros ou o jornal. Fato curioso acontece hoje em dia com alguns filmes e séries de TV. Estes são inspirados ou baseados em livros, muitas vezes esquecidos nas prateleiras das livrarias. O entretenimento de fácil digestão diversas vezes não esgota a curiosidade do espectador sobre a riqueza da obra. Quando isso acontece, os espectadores se voltam ao bom e velho livro.

Quem assistiu ao filme As Horas, com certeza saiu do cinema com uma sensação incômoda, comum aos espectadores tocados por dramas mais densos. Mas além de sair do cinema se indagando sobre o sofrimento da mulher, o espectador com certeza saiu com vontade de conhecer o livro da escritora inglesa Virgínia Woolf. No filme Virgínia (interpretada por Nicole Kidman, que lhe valeu o Oscar de melhor atriz) escreve, durante longas horas, aquele que viria a ser seu romance mais famoso, Mrs. Dalloway. Escrito em 1925, foi lançado no Brasil apenas em 1980. Sua primeira edição, com 20 mil exemplares, só veio a esgotar nas prateleiras em 2000. Segundo dados da editora Nova Fronteira, responsável pela edição no Brasil, por conta do filme, em duas semanas foram vendidos dez mil exemplares, ou seja, metade do que foi vendido em duas décadas. O mesmo aconteceu com a escritora gaúcha Leticia Wierzchowski. Ela viu seu quinto livro, A Casa das Sete Mulheres, ganhar notoriedade por causa da minissérie global. “Quando ela entrou no ar, o livro estava na quarta edição e hoje já está na décima”, comemora. “Meu trabalho já era respeitado aqui no Sul, mas hoje tomou proporções muito maiores. Sou reconhecida quando ando na rua e chego a recusar inúmeros convites pois tenho que ficar em casa, cuidando do meu bebê e escrevendo. Preciso continuar produzindo”, diz Leticia que lançou em janeiro seu sexto livro, O Pintor que escrevia, e já prepara uma pequena novela. Segundo o proprietário da livraria brasiliense Esquina da Palavra, Lourenço Flores, responsável pelo lançamento na cidade de A Casa das Mulheres em junho do ano passado (quando a minissérie nem havia sido gravada), apesar de TV e cinema terem públicos e linguagens diferentes, esse fenômeno de vendagem ocorre da mesma forma com ambos. “Tanto os filmes quanto as minisséries têm o poder de disseminar idéias, interesses e gostos, o que justifica o grande sucesso do livro da Leticia”, afirma Lourenço.


Leia também
Publicidade
Publicidade
Publicidade

Promoções

De volta às origens literárias

Avatar

Publicado

em

PUBLICIDADE

Aquela velha teoria de que à medida que fossem sendo criados novos meios, esses acabariam sendo substituídos pelos mais novos, há muito já foi por água abaixo. O rádio, por exemplo, não substituiu os livros ou o jornal. Fato curioso acontece hoje em dia com alguns filmes e séries de TV. Estes são inspirados ou baseados em livros, muitas vezes esquecidos nas prateleiras das livrarias. O entretenimento de fácil digestão diversas vezes não esgota a curiosidade do espectador sobre a riqueza da obra. Quando isso acontece, os espectadores se voltam ao bom e velho livro.

Quem assistiu ao filme As Horas, com certeza saiu do cinema com uma sensação incômoda, comum aos espectadores tocados por dramas mais densos. Mas além de sair do cinema se indagando sobre o sofrimento da mulher, o espectador com certeza saiu com vontade de conhecer o livro da escritora inglesa Virgínia Woolf. No filme Virgínia (interpretada por Nicole Kidman, que lhe valeu o Oscar de melhor atriz) escreve, durante longas horas, aquele que viria a ser seu romance mais famoso, Mrs. Dalloway. Escrito em 1925, foi lançado no Brasil apenas em 1980. Sua primeira edição, com 20 mil exemplares, só veio a esgotar nas prateleiras em 2000. Segundo dados da editora Nova Fronteira, responsável pela edição no Brasil, por conta do filme, em duas semanas foram vendidos dez mil exemplares, ou seja, metade do que foi vendido em duas décadas. O mesmo aconteceu com a escritora gaúcha Leticia Wierzchowski. Ela viu seu quinto livro, A Casa das Sete Mulheres, ganhar notoriedade por causa da minissérie global. “Quando ela entrou no ar, o livro estava na quarta edição e hoje já está na décima”, comemora. “Meu trabalho já era respeitado aqui no Sul, mas hoje tomou proporções muito maiores. Sou reconhecida quando ando na rua e chego a recusar inúmeros convites pois tenho que ficar em casa, cuidando do meu bebê e escrevendo. Preciso continuar produzindo”, diz Leticia que lançou em janeiro seu sexto livro, O Pintor que escrevia, e já prepara uma pequena novela. Segundo o proprietário da livraria brasiliense Esquina da Palavra, Lourenço Flores, responsável pelo lançamento na cidade de A Casa das Mulheres em junho do ano passado (quando a minissérie nem havia sido gravada), apesar de TV e cinema terem públicos e linguagens diferentes, esse fenômeno de vendagem ocorre da mesma forma com ambos. “Tanto os filmes quanto as minisséries têm o poder de disseminar idéias, interesses e gostos, o que justifica o grande sucesso do livro da Leticia”, afirma Lourenço.


Leia também
Publicidade