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Corpo sem limites

Arquivo Geral

11/09/2003 0h00

Ah, o amor, tão sublime e às vezes tão ridículo, carregado de humor e erotismo… Assim é o amor representado pelos movimentos do Grupo Corpo, que leva o espetáculo Santagustin à Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional, de amanhã ao dia 15. Antes desta montagem, a companhia mineira vai mostrar também Benguelê, outro sucesso de coreografias do grupo.

Embora já apresentados em épocas diferentes, as duas montagens foram unidas, neste ano, para presentear o público brasileiro. Tanto Benguelê (41 minutos de duração) quanto Santagustin (44 minutos) são coordenados pelo coreógrafo Rodrigo Pederneiras.

Na primeira coreografia, são mostradas as raízes da cultura brasileira, situando em destaque as influências árabes, européias e principalmente as africanas, como maracatu, candomblé e congado. “Apesar de apresentarmos o mesmo balé, agora ele é mais amadurecido, com novos ajustes”, conta Pederneiras.

Criado em 1975 o Corpo é considerado atualmente uma das melhores companhias de dança do País. Desde os anos 90, busca desenvolver uma linguagem bem brasileira e contemporânea, o que lhe rendeu uma identidade.

Como o grupo possui uma linguagem própria, todas as músicas das coreografias foram especialmente compostas por João Bosco, Tom Zé, Arnaldo Antunes e Gilberto Assis, entre outros. No caso de Benguelê, a diversidade musical está sob a responsabilidade de Bosco.

Entre marcações de pé, pélvis, ombro, muita mão no quadril e remelexo de cintura, o Corpo consegue fazer uma perfeita combinação entre movimentos e ritmos, impressionando o público. Em Brasília, o grupo já conquistou seu espaço, ressalta o coreógrafo: “Aqui é uma delícia fazer espetáculos, pois construímos, há mais de 20 anos, um público cativo”.

Quanto aos tons cromáticos que predominam em Benguelê, branco, preto e bege formam uma ausência de cor durante o espetáculo, diferentemente de Santagustin, em que o verde-cítrico e o rosa-choque são destaques. “As cores são, na verdade, uma forma de expressar uma linguagem mais popular, além de transmitir a idéia do tridimensional”, detalha Rodrigo Pederneiras.

Em Santagustin, com um coração de pelúcia de cinco metros de altura, a companhia de dança busca mostrar o amor de diversas maneiras. O resultado é uma obra que contrapõe o frágil e o forte, o brusco e o delicado, de forma humorada. Pederneiras conta mais: “Nossa idéia neste trabalho foi rir do amor, descontar o que ele faz com a gente fazendo com ele as mesmas coisas”.

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    Embora já apresentados em épocas diferentes, as duas montagens foram unidas, neste ano, para presentear o público brasileiro. Tanto Benguelê (41 minutos de duração) quanto Santagustin (44 minutos) são coordenados pelo coreógrafo Rodrigo Pederneiras.

    Na primeira coreografia, são mostradas as raízes da cultura brasileira, situando em destaque as influências árabes, européias e principalmente as africanas, como maracatu, candomblé e congado. “Apesar de apresentarmos o mesmo balé, agora ele é mais amadurecido, com novos ajustes”, conta Pederneiras.

    Criado em 1975 o Corpo é considerado atualmente uma das melhores companhias de dança do País. Desde os anos 90, busca desenvolver uma linguagem bem brasileira e contemporânea, o que lhe rendeu uma identidade.

    Como o grupo possui uma linguagem própria, todas as músicas das coreografias foram especialmente compostas por João Bosco, Tom Zé, Arnaldo Antunes e Gilberto Assis, entre outros. No caso de Benguelê, a diversidade musical está sob a responsabilidade de Bosco.

    Entre marcações de pé, pélvis, ombro, muita mão no quadril e remelexo de cintura, o Corpo consegue fazer uma perfeita combinação entre movimentos e ritmos, impressionando o público. Em Brasília, o grupo já conquistou seu espaço, ressalta o coreógrafo: “Aqui é uma delícia fazer espetáculos, pois construímos, há mais de 20 anos, um público cativo”.

    Quanto aos tons cromáticos que predominam em Benguelê, branco, preto e bege formam uma ausência de cor durante o espetáculo, diferentemente de Santagustin, em que o verde-cítrico e o rosa-choque são destaques. “As cores são, na verdade, uma forma de expressar uma linguagem mais popular, além de transmitir a idéia do tridimensional”, detalha Rodrigo Pederneiras.

    Em Santagustin, com um coração de pelúcia de cinco metros de altura, a companhia de dança busca mostrar o amor de diversas maneiras. O resultado é uma obra que contrapõe o frágil e o forte, o brusco e o delicado, de forma humorada. Pederneiras conta mais: “Nossa idéia neste trabalho foi rir do amor, descontar o que ele faz com a gente fazendo com ele as mesmas coisas”.

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