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Concorrência cada vez mais acirrada

Arquivo Geral

27/02/2006 0h00

A concorrência entre as TVs brasileiras está cada vez mais acirrada. Segundo o professor Hamilton de Souza, há exageros em nome da audiência, principalmente o abuso no uso de câmeras escondidas.
Desde a estréia do novo formato do Jornal da Record, a Globo passou a privilegiar reportagens investigativas com câmeras escondidas e grampos telefônicos. Em uma delas, foram mostrados vereadores que viajavam com verba pública. O problema, de acordo com o professor, é que o repórter fingiu ser um político.
“Há outras formas de se fazer jornalismo investigativo. Não é honesto ocultar que se trata de uma reportagem, nem se passar por quem não é”, avalia.
Na mesma semana, as câmeras escondidas exibiram ações de traficantes de drogas e de medicamentos.
“Esta é uma ferramenta que deveria ser usada com muito cuidado, ou logo ninguém mais levará as denúncias a sério”, fala Hamilton, que também critica o uso do equipamento pela Record. “Não entendo o interesse jornalístico do flagrante dado em Suzane von Richthofen (acusada de participar do assassinato dos pais em São Paulo). Isso só alimenta o ódio da sociedade.”
Sobre as críticas, Tavolaro, da Record, afirma que as câmeras ocultas só são usadas quando há alguma irregularidade que não pode ser mostrada de outra forma.
“Analisamos se é uma atitude ética ou antiética”, diz. Ele não concorda que haja abuso no uso deste equipamento e não quis comentar a crítica sobre o flagrante de Suzane von Richthofen.
Sobre seus jornais, a Globo se limita a dizer, por meio da Central Globo de Comunicação (CGCom), que todos os noticiários seguem a mesma linha editorial e que prezam pela ética e pela prestação de serviços.
FormatoSe a audiência tem feito as emissoras correrem mais atrás de furos, o formato dos principais telejornais segue uma mesma fórmula: bancada, apresentadores e reportagens com, no máximo, três minutos de duração.
“Não há novidade, e os assuntos abordados não abrangem interesses amplos da sociedade. Falta mostrar a situação em cada região do País”, analisa o professor.
Ana Paula Padrão concorda – e diz tem como meta mostrar mais o Brasil. “Minha maior preocupação sempre foi a parte editorial; por isso, visitei as afiliadas da rede para incentivar as reportagens locais”, diz.

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