O cineasta britânico Peter Greenaway criou um jogo de luzes, acompanhado de música, que se projeta brevemente sobre a Última Ceia, de Leonardo da Vinci, e mostra detalhes do quadro que costumam passar despercebidos aos que o contemplam no convento milanês de Santa María delle Grazie.
Somente 250 pessoas que conseguiram entrada para alguma das dez sessões exclusivas deste espetáculo, que aconteceu hoje, puderam aproveitar esta inovadora “iluminação” sobre a obra.
A montagem do diretor britânico, segundo descrições da imprensa italiana, consiste em uma iluminação baseada em geometrias irregulares que revela detalhes pouco explícitos do quadro seguindo “uma lógica musical”.
Desta forma, Greenaway conseguiu finalmente superar as críticas sobre os possíveis danos que as luzes pudessem causar à pintura de Leonardo da Vinci.
Entre os presentes estava o ministro de Cultura italiano, o conservador Sandro Bondi, cuja intervenção, segundo a imprensa local, foi decisiva para derrubar os obstáculos impostos pelo titular anterior da pasta, o progressista Francesco Rutelli, e os responsáveis da região da Lombardía.
O cineasta expressou sua emoção pela oportunidade de “criar um diálogo” com uma obra que qualificou de “ícone incrível da civilização ocidental” e anunciou sua intenção de desenvolver projetos similares com outras pinturas que possuam “alto valor cinematográfico”.