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Política & Poder

“Nenhuma crise econômica pode se sobrepor à vida”, diz presidente do Sebrae, Valdir Oliveira

Presidente de uma das maiores representações empresariais do DF observa, no entanto, caminhos para que a crise instalada possa ser superada. Ele adverte que a dificuldade está posta

Lucas Valença

Publicado

em

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“Nenhuma crise econômica pode se sobrepor à vida”. Esse é o entendimento do Superintendente do Sebrae do Distrito Federal, Valdir Oliveira, que conversou com o Jornal de Brasília sobre a situação econômica das empresas na capital que enfrentam prejuízos acumulados decorrentes da pandemia do novo coronavírus.

O presidente de uma das maiores representações empresariais do DF observa, no entanto, caminhos para que a crise instalada possa ser superada, mas adverte que a dificuldade está posta.
Confira a entrevista completa:

Como o Sebrae do Distrito Federal tem avaliado a situação do empresariado local?

A gente tem uma preocupação muito grande neste instante com o crédito. A transformação é enorme. As pessoas não podem imaginar que elas vão voltar a ter a vida que tinham antes. Tudo mudou completamente, mudou o hábito de consumo, mudou o mercado e a gente precisa pensar no futuro.
Neste instante qualquer pequena empresa, quando vamos conversar, constatamos que precisa de dinheiro, recursos para que possam reabrir suas portas. Nós estamos com pequenas empresas que estão sem faturar há 30 dias ou faturando muito abaixo do que faturava, porque estão se reinventando, mas com a estrutura de custos mantida como estava (antes da pandemia).

Isso significa que se agora no início de maio tiver o comando para abrir as portas, irão fazê-lo, mas não terão fôlego para poderem passar por isso. Então os processo de crédito que estão sendo oferecidos, e são muitos, são importantíssimos para dar esse fôlego necessário. Só que essas operações tem um custo, que é um custo da operação bancário e que é muito difícil entrar no caixa das pequenas (empresas), que são maioria e que estão por aí.

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Nós temos no DF cerca de 300 mil negócios sendo que, mais ou menos, 150 mil são MEIs (Micro Empreendedor Individual) e estão atendidos pelo que chamam de “coronavoucher”; mas nós também temos em torno de 100 mil micro empresas e que faturam entre R$ 80 mil e R$ 360 mil (anuais); e nós temos mais um conjunto de 50 mil empreendimentos com faturamentos acima deste valor e que precisam ser ajudados.

O que a gente precisa de solução neste instante é compatibilizar, aqueles que conseguem ter acesso a crédito que possam ter a opção e aqueles que não possuem condições de contrair mais dívidas, tenham condições de conseguir subvenções econômicas, que é o que estamos defendendo.

E como o senhor está vendo a gestão do governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), durante esta pandemia?

O governador Ibaneis tem feito um excelente trabalho com relação aquilo que ele consegue alcançar. Ele tem dedicado muita atenção ao setor produtivo de uma forma global. Ele tem atuado sem pirotecnia política neste momento.O movimento dele está no sentido de buscar intervenções cirúrgicas, o que é muito importante. Ele também tem ouvido muito o setor produtivo, eu mesmo tenho tido contato com ele todas as vezes que o procurei.

Agora, tem uma limitação do que o Governo do DF pode fazer com o que o governo federal pode fazer. O GDF tem algumas limitações nesta parte de fomento, já que a capacidade de endividamento e de gerar recursos dele (do estado), é muito menor do que a União, quase que inexistente. Ibaneis aprovou a condição especial para que não precise seguir a Lei de Responsabilidade Fiscal, mas ele tem limites e já estava em uma situação bastante estrangulada em termos de orçamento e agora tende a piorar.

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Só que Ibaneis tem demonstrado uma preocupação de suas ações com relação à vida, o que é muito importante. Essa disputa entre vida e economia não existe. Você não pode, em sã consciência, imaginar que qualquer debate econômico ou necessidade econômica pode se sobrepor a uma única vida. E o governador tem agido de forma muito cirúrgica e muito firme.




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