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Delator de Lula, em carta: “não sou mentiroso”

Após reportagem do The Intercept, Léo Pinheiro disse que não optou pela delação por pressão, mas sim “como uma forma de passar a limpo erros”

Willian Matos

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Willian Matos
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O ex-executivo da construtora OAS, Léo Pinheiro, disse que não mentiu durante delação premiada, tampouco foi coagido pelos procuradores da operação Lava-Jato para incriminar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “A minha opção pela colaboração premiada se deu em meados de 2016, quando estava em liberdade e não preso pela Operação Lava Jato. Assim, não optei pela delação por pressão das autoridades, mas sim como uma forma de passar a limpo erros”, afirma o empresário, na carta divulgada pela Folha de S.Paulo na manhã desta quinta-feira (4/7).

A carta de Léo Pinheiro responde reportagem publicada pela Folha, em parceria com o The Intercept Brasil, que dizia que a delação de Pinheiro era tratada com desconfiança pelo Ministério Público Federal (MPF) de Curitiba. Pinheiro passou a ser levado em consideração depois de mudar várias vezes a versão sobre a reforma do triplex do Guarujá e afirmar que foi reformado para Lula como propina.

O depoimento do empresário foi utilizado pelo então juiz da Lava-Jato, Sergio Moro, para condenar Lula no caso do tríplex em julho de 2017. Depois que a sentença foi confirmada na segunda instância, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reduziu a pena do petista a 8 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão em abril deste ano.

“Não sou mentiroso nem vítima de coação alguma”, afirma. “A credibilidade do meu relato deve ser avaliada no contexto de testemunhos e documentos”, conclui.

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Veja as quatro páginas da carta do delator:

Fotos: reprodução



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