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Política & Poder

Bolsonaro não revogará decretos de armas

Mesmo com o risco de a medida ser derrubada pelo Legislativo, presidente irá manter decreto de flexibilização de porte de armas e munições

Publicado

em

Willian Matos
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O presidente Jair Bolsonaro não irá revogar os decretos que flexibilizaram as regras sobre o direito ao porte de armas e munições no Brasil, mesmo sob o risco de a medida ser derrubada pelo Legislativo.

O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, disse nesta terça-feira (25) que o governo “não colocará nenhum empecilho para que a votação ocorra” na Câmara. “O presidente já enfatizou que não irá interferir nas questões do Congresso. Entretanto, o governo tem buscado diálogo e consenso para a aprovação das medidas que atendam às aspirações da maioria dos cidadãos brasileiros”, disse o porta-voz.

Após a medida ter sido rejeitada pelo Senado na semana passada, o Palácio do Planalto vinha negociando uma alternativa para evitar uma nova derrota. A ideia defendida por assessores presidenciais era revogar as iniciativas anteriores e editar um novo decreto que flexibilizaria as regras para colecionadores e caçadores e um projeto de lei com as demais alterações.

Segundo relatos feitos à reportagem, no entanto, o Palácio do Planalto preferiu aguardar o resultado da votação para avaliar a publicação de novas medidas. 
“O governo não revogará e não colocará nenhum empecilho para que a votação ocorra no Congresso Nacional”, disse o porta-voz.

Na segunda-feira (24), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a Casa seguirá a decisão do Senado e rejeitará os decretos.

Ele havia dito, inclusive, que pretendia articular que alguns dos pontos do texto fossem apresentados por meio de projetos de lei. Com informações da Folhapress.


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